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Advogada argentina detida no Rio de Janeiro por gestos racistas se diz “morta de medo”

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A advogada Agostina Páez, de 29 anos e natural de Santiago del Estero, Argentina, que está detida no Brasil acusada de injúria racial em um bar na zona de Ipanema, publicou um vídeo em suas redes sociais no qual descreve o impacto emocional que a situação lhe causa durante o andamento do processo judicial no país. No vídeo, divulgado nos últimos dias, ela afirma: “Estou desesperada, estou morta de medo” ao falar sobre sua condição atual diante das medidas judiciais impostas.

A causa começou em 14 de janeiro de 2026, quando Páez, que estava acompanhada de duas amigas em um bar no bairro de Ipanema, no Rio de Janeiro, foi acusada de ofender de forma racista quatro funcionários do estabelecimento depois de uma discussão motivada por discordância sobre o valor da conta. De acordo com a denúncia, ela teria dirigido ofensas com o objetivo de inferiorizar uma das vítimas em razão de sua raça ou cor, e também teria feito gestos considerados ofensivos que imitam um animal, conforme informações oficiais da investigação.

O caso envolve a denúncia de injúria racial, tipificada na legislação brasileira e equiparada ao crime de racismo, com previsão de pena de dois a cinco anos de prisão, e que não admite fiança para a liberdade provisória. Em decorrência das apurações, a Justiça da 37ª Vara Criminal do Rio de Janeiro decretou a prisão preventiva da advogada a pedido do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), sob justificativa de risco de fuga e possibilidade de intimidação de testemunhas, além de outros motivos relacionados ao desenvolvimento normal do processo penal.

Antes da decretação da prisão preventiva, a Justiça tinha imposto medidas cautelares como a retenção do passaporte, uso de tornozeleira eletrônica e a proibição de deixar o Brasil, que continuam em vigor enquanto o caso segue em tramitação. Páez contesta a decisão e afirma que está sob controle eletrônico e à disposição da Justiça desde o início da investigação, considerando que seus direitos estão sendo violados no decorrer do processo.

No vídeo compartilhado por Páez, ela relata ter sido notificada sobre a ordem de prisão preventiva sob o argumento de risco de fuga, embora esteja sujeita à custódia eletrônica, e ressalta sua dificuldade emocional com a situação. A defesa da advogada também apresentou um recurso de habeas corpus com o objetivo de permitir que Páez retorne à Argentina e continue o processo judicial virtualmente antes que a medida que a impede de sair do Brasil seja revista.

Conforme relato de parentes e da defesa, o caso provocou preocupação familiar pela segurança emocional da advogada durante sua estadia no Brasil, com relatos de episódios de tensão e medo após o início da investigação. O pai de Páez chegou a afirmar que a filha se sente ameaçada no país.

A Polícia Civil do Rio de Janeiro, por meio de seus canais oficiais, afirmou que a investigação foi concluída e encaminhada ao Ministério Público, reforçando que “o crime não ficou impune” e que, no Brasil, casos de racismo são tratados com rigor. Enquanto isso, a Embaixada da República Argentina em Brasília ofereceu assistência consular e jurídica, embora não interfira diretamente nas decisões do processo judicial em andamento.

Gazeta de Varginha

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