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Agente funerária encontra bebê vivo dentro de saco após hospital constatar morte em Rio Claro

  • 21 de jul.
  • 3 min de leitura
Reprodução
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Uma agente funerária afirmou ter visto um bebê se mexer dentro de um saco utilizado para transportar cadáveres, cerca de duas horas depois de o hospital ter constatado a morte da criança em Rio Claro, no interior de São Paulo. O menino Noah Gabriel da Cruz Santos, de um mês, havia sofrido uma parada cardiorrespiratória e sido considerado morto pela Santa Casa de Rio Claro. Ao perceber movimentos, a profissional decidiu abrir o saco e encontrou o bebê apresentando sinais vitais.

Regina Célia Paschoal, que trabalha há 17 anos como agente funerária, contou que percebeu que havia algo diferente ao se aproximar do saco, que estava fechado com fitas. Segundo ela, depois que abriu o recipiente, o bebê começou a se mexer ainda mais e fazia um barulho que indicava uma tentativa de respirar. "Abri e o neném começou a se mexer mais ainda, fazia um barulho, que ele queria respirar", relatou.

O agente funerário Matheus Batagello acompanhava Regina e procurou uma enfermeira para verificar a situação. Segundo ele, havia dúvida se os movimentos poderiam ser algum tipo de espasmo, mas a equipe hospitalar foi acionada para avaliar o bebê. Após a constatação de sinais vitais, Noah foi reavaliado, readmitido na UTI Neonatal e voltou a receber cuidados intensivos.

Noah havia sido encaminhado para a UTI Neonatal logo após nascer, em 15 de junho. A criança aguardava transferência para um hospital especializado, onde deveria passar por uma cirurgia, mas apresentou uma piora no estado de saúde e sofreu uma parada cardiorrespiratória na quarta-feira (15), quando completava um mês de vida. De acordo com a Santa Casa, as manobras de reanimação cardiopulmonar foram iniciadas imediatamente e realizadas durante aproximadamente 45 minutos, seguindo os protocolos da Sociedade Brasileira de Pediatria. O óbito foi constatado no fim da tarde.

Após a constatação da morte, o bebê permaneceu por cerca de uma hora na UTI Neonatal para os procedimentos legais e para o acolhimento dos pais. Depois, foi levado para outro setor, onde aguardaria a retirada do corpo pela funerária escolhida pela família. Cerca de duas horas após a confirmação do óbito, Regina percebeu os sinais vitais e chamou a equipe do hospital. A Santa Casa não informou quais critérios foram utilizados para a declaração da morte nem quais sinais vitais foram identificados pela funcionária da funerária.

Na manhã de sexta-feira (17), Noah foi transferido para o Hospital de Reabilitação de Anomalias Crânio-Faciais da Universidade de São Paulo (USP), o Centrinho, em Bauru. A unidade disponibilizou uma vaga que já era aguardada pela família para dar continuidade ao tratamento do bebê.

A mãe de Noah, Letícia Cristina da Cruz Santos, afirmou que ela e o marido chegaram a ver o filho sem vida e com coloração roxa antes de serem chamados novamente ao hospital. Em um vídeo publicado nas redes sociais, ela disse estar emocionada ao ver o bebê se mexendo, batendo as pernas e com os olhos abertos. Letícia também afirmou que considera que o filho foi bem atendido durante os 32 dias em que permaneceu internado e declarou não acreditar que tenha ocorrido negligência médica.

Em nota, a Santa Casa de Rio Claro afirmou que todos os protocolos técnicos e legais para a constatação do óbito foram rigorosamente cumpridos. A instituição disse não ter identificado falha assistencial ou procedimento que pudesse ser revisto com base nas evidências disponíveis no momento em que a morte foi constatada. O hospital também destacou a estrutura especializada da UTI Neonatal e a capacitação da equipe responsável pelo atendimento, classificando o episódio como um acontecimento extraordinário que marcou os familiares e os profissionais envolvidos.

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Gazeta de Varginha

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