Agentes públicos são investigados por facilitar entrada de itens proibidos em presídio
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Operação Muralha: MPMG obtém bloqueio de bens de agentes públicos que atuavam em unidade prisional de Contagem.
O Ministério Público de Minas Gerais (MPMG) obteve decisão judicial que determinou o bloqueio de bens e valores de dois policiais penais e de um auxiliar de enfermagem. A medida cautelar foi requerida pelo Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) de Belo Horizonte, em conjunto com a 11ª Promotoria de Justiça de Contagem, responsável por atuar em casos relacionados ao crime organizado.
De acordo com a denúncia, os três agentes públicos integravam um esquema de corrupção que teria ocorrido entre os anos de 2018 e 2020. Segundo as investigações, o grupo se organizava para facilitar a entrada de itens proibidos no Complexo Penitenciário Nelson Hungria, em Contagem, como celulares, alimentos e drogas, mediante o recebimento de vantagens indevidas.
A Justiça atendeu ao pedido do MPMG e determinou a indisponibilidade de dois apartamentos e dois veículos, além do bloqueio de valores que ultrapassam R$ 249 mil. As medidas têm como objetivo assegurar o ressarcimento dos prejuízos causados pelas supostas práticas criminosas. Os mandados de busca e apreensão dos veículos foram cumpridos na segunda-feira, 23 de março, e os valores bloqueados serão transferidos para uma conta judicial.
As investigações, realizadas no âmbito da Operação Muralha, identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com os rendimentos declarados pelos investigados. Foram constatados diversos depósitos em suas contas bancárias, apontando possível discrepância entre a renda lícita e os valores movimentados.
O Ministério Público destacou ainda que a estrutura do grupo operava dentro da própria unidade prisional, reforçando os indícios de atuação coordenada para viabilizar as irregularidades apuradas.
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