Agro brasileiro nega práticas ilegais em audiência nos EUA e defende conformidade internacional
8 de set. de 2025
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A Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA) defendeu nesta quarta-feira (3), em audiência pública realizada em Washington (EUA), que a competitividade do agronegócio brasileiro está baseada em fundamentos legítimos, como os recursos naturais do país e investimentos contínuos em tecnologia e inovação.
A diretora de Relações Internacionais da CNA, Sueme Mori, rejeitou alegações de que o setor dependa de práticas comerciais ou ambientais inadequadas para acessar o mercado norte-americano. “Os produtores rurais brasileiros operam sob normas rigorosas de conformidade, garantindo segurança, qualidade e transparência aos consumidores, inclusive aos norte-americanos”, afirmou.
A audiência foi parte da investigação conduzida pelos EUA com base na Seção 301 da Lei de Comércio, que autoriza sanções unilaterais caso sejam identificadas práticas consideradas desleais. O processo pode ampliar ainda mais as tarifas impostas ao Brasil, atualmente em 50% sobre produtos como café e carne bovina.
O governo brasileiro já havia encaminhado resposta formal ao USTR (Escritório do Representante Comercial dos EUA), contestando a legitimidade da investigação. Em paralelo, a CNA também apresentou manifestação técnica rebatendo três pontos centrais:
Tarifas preferenciais – apenas 5,5% das exportações brasileiras usam esse mecanismo;
Acesso ao mercado de etanol – em 2024, o Brasil importou dos EUA 17 vezes mais etanol do que da Índia;
Desmatamento ilegal – o Brasil mantém 66% de seu território coberto por vegetação nativa, metade dela em propriedades privadas.






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