Alcolumbre diz que vai ouvir Advocacia do Senado antes de decidir sobre anulação de quebras de sigilo na CPMI do INSS
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O presidente do Senado Federal, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), declarou nesta terça-feira, 3 de março de 2026, que ainda não tomou uma decisão definitiva sobre se manterá ou anulará a votação da Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) que aprovou a quebra de sigilos bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva. Ele afirmou que vai ouvir a Advocacia do Senado antes de decidir sobre o tema.
Alcolumbre fez a declaração ao chegar para uma reunião com lideranças partidárias e setores produtivos na manhã de terça. Segundo ele, a análise jurídica é um passo necessário antes de tomar qualquer posicionamento formal sobre o pedido de anulação da votação apresentado por parlamentares da base governista. “Estou querendo decidir (…) vou ouvir a Advocacia do Senado”, disse Alcolumbre, indicando que aguarda parecer técnico sobre a questão.
A controvérsia surgiu depois que a CPMI do INSS, em sessão realizada na quinta-feira passada, aprovou — por meio de uma votação simbólica e em bloco — 87 requerimentos, incluindo o que determina a quebra dos sigilos bancário e fiscal do filho do presidente. Parlamentares da base governista alegam que a contagem de votos foi feita de forma irregular e afirmam que haviam votos suficientes contrários para impedir a aprovação dos requerimentos.
Líderes aliados ao presidente Lula protocolaram junto à presidência do Congresso um pedido formal de anulação da votação, sob a argumentação de erro no processo de contagem e de que os resultados não refletiram corretamente a manifestação dos parlamentares durante a sessão da CPMI.
O pedido de anulação inclui a solicitação para que Alcolumbre encaminhe a questão ao Conselho de Ética do Senado contra o presidente da comissão, senador Carlos Viana (Podemos-MG), com acusações de manobra no processo de votação. Viana nega irregularidades e sustenta que a votação foi conduzida conforme o regimento interno da comissão.
Alcolumbre também solicitou que a contestação dos governistas seja formalizada com documentos e imagens, para que a avaliação técnica envolva material probatório analisado pela Advocacia do Senado, pela Polícia Legislativa e pela Secretaria-Geral da Mesa. Não há prazo definido para que a decisão final seja anunciada.
O episódio se insere em um momento de tensão política no Legislativo envolvendo a comissão que investiga fraudes no INSS e situações de quebras de sigilo de investigados ligados ao escândalo, incluindo o filho do chefe do Executivo federal.
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