Aliados de Daniel Vorcaro afirmam que PF nunca teve interesse em fechar acordo de delação premiada
12 de jun.
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Interlocutores do banqueiro Daniel Vorcaro avaliam que a Polícia Federal nunca demonstrou interesse efetivo em concluir um acordo de delação premiada com o empresário. Segundo pessoas próximas ao investigado, tanto a primeira quanto a segunda tentativa de negociação teriam sido conduzidas apenas de maneira formal, sem avanços concretos em direção à celebração do acordo.
Os aliados de Vorcaro afirmam que a corporação não deu prosseguimento real às tratativas e contestam a avaliação atribuída a integrantes da Polícia Federal de que a segunda versão da proposta apresentada seria frágil e careceria de elementos relevantes.
De acordo com essas pessoas, o documento entregue pelo banqueiro conteria confissões, autoincriminação e informações que poderiam indicar a ocorrência de práticas ilícitas envolvendo autoridades. Os interlocutores também sustentam que a nova proposta inclui fatos inéditos que ainda não seriam de conhecimento dos investigadores.
Questionados sobre os motivos que teriam levado a Polícia Federal a agir dessa forma, os aliados do banqueiro disseram não saber as razões para a postura atribuída à instituição.
A Polícia Federal já havia rejeitado uma proposta anterior de colaboração apresentada por Vorcaro. Na ocasião, investigadores consideraram que as informações fornecidas eram inconsistentes e não acrescentavam elementos relevantes às apurações sobre as fraudes investigadas. A decisão foi comunicada ao ministro do Supremo Tribunal Federal André Mendonça, relator do caso.
Apesar da rejeição da primeira proposta, as negociações não foram encerradas. A legislação prevê que novas tratativas podem ocorrer caso sejam apresentados elementos considerados relevantes para o avanço das investigações.
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