Aliados de Rogério Marinho planejam conquistar votos em sete partidos para presidência do Senado; Davi Alcolumbre busca reeleição
há 27 minutos
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Reprodução/ IA
A disputa pela presidência do Senado Federal ganha forma nesta quarta-feira (4), com o lançamento da candidatura do líder da oposição, Rogério Marinho (PL-RN). O Partido Liberal oficializará a postulação, que contará com o apoio formal do Novo. O objetivo é frear a intenção do atual presidente, Davi Alcolumbre (União-AP), de se manter no cargo em 2027. A eleição para a mesa diretora está marcada para 1º de fevereiro, e as articulações já movimentam corredores do Congresso.
A estratégia dos aliados de Marinho combina base sólida e busca de dissidências. O PL terá 29 senadores e o Novo, 3 — somando 32 votos. Para alcançar os 41 necessários, a meta é conquistar mais 9 nomes em outras legendas: 4 do Republicanos, 2 do PP, 1 do MDB, 1 do Podemos e 1 do PSD. O plano não prevê adesão formal de partidos, mas sim convicção ou descontentamento de senadores individuais que podem decidir apoiar a oposição. A federação União Progressista, por sua vez, já anunciou apoio à reeleição de Alcolumbre.
O fator que torna tudo imprevisível é o voto secreto. Não há como garantir fidelidade, e traições podem ocorrer dos dois lados. Integrantes do PL pressionam a bancada para votar unida em Marinho, mas aliados do atual presidente admitem que podem surgir votos a Alcolumbre dentro do próprio PL. A disciplina partidária, que costuma funcionar em votações ordinárias, é muito mais frágil quando a urna não revela quem escolheu quem.
A batalha pelo comando do Senado tem consequências diretas sobre a pauta legislativa, a relação com o Planalto e o ritmo de investigações. Quem preside a casa define agendas, comissões e a velocidade de projetos e indicações. Por enquanto, os números são projeções de gabinete; o que vai pesar em fevereiro será a capacidade de cada lado de convencer — e de garantir que os prometidos de fato apareçam. O segredo da votação transforma cada senador em um decisor solitário, e ninguém pode afirmar com certeza o resultado.
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