top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Alta do barril pressiona mercado global, mas Petrobras afirma que pode conter impacto

  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Alta do barril pressiona mercado global, mas Petrobras afirma que pode conter impacto
Divulgação
Petrobras afirma que pode reduzir impacto da alta do petróleo no Brasil.

A Petrobras informou que tem condições de reduzir parte dos impactos da recente alta do petróleo no mercado brasileiro, mesmo diante das tensões geopolíticas que vêm pressionando os preços da commodity no cenário internacional.

Em nota enviada à Agência Brasil, a estatal destacou que conflitos e instabilidades globais ampliam a volatilidade no mercado de energia, mas reforçou o compromisso de minimizar os reflexos dessa situação sobre o país.

“Em um cenário em que guerras e tensões geopolíticas ampliam a volatilidade do mercado internacional de energia, a Petrobras reafirma seu compromisso com a mitigação desses efeitos sobre o Brasil”, afirmou a companhia.

Segundo a empresa, sua estratégia comercial passou a considerar fatores como as melhores condições de refino e logística. Isso permitiria períodos de maior estabilidade nos preços dos combustíveis, ao mesmo tempo em que mantém a rentabilidade da companhia.

Ainda conforme a Petrobras, essa estratégia reduz o repasse imediato das oscilações internacionais ao mercado interno. A estatal também ressaltou que, por razões concorrenciais, não pode antecipar decisões sobre preços, mas reafirmou que busca atuar de forma “responsável, equilibrada e transparente para a sociedade brasileira”.

Alta do petróleo no mercado global
A escalada recente dos preços do petróleo está relacionada ao conflito envolvendo o Irã e às tensões no Estreito de Ormuz, rota estratégica por onde passam cerca de 25% das exportações mundiais da commodity.

Com o agravamento da crise, o valor do barril chegou a US$ 120 na segunda-feira (9). No entanto, após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, indicando que o conflito poderia estar próximo do fim, os preços recuaram.

Atualmente, o barril do Brent crude oil voltou a ser negociado abaixo de US$ 100, ainda assim acima da média de cerca de US$ 70 registrada antes do início das tensões.

Mesmo com a queda recente, o clima de instabilidade permanece. Após o fechamento dos mercados, Trump voltou a ameaçar o Irã, afirmando que novos ataques poderiam ser “vinte vezes mais fortes” e que poderiam “tornar praticamente impossível a reconstrução do Irã como nação” caso o bloqueio do Estreito de Ormuz continue.

Mudança na política de preços
Para a diretora técnica do Instituto de Estudos Estratégicos em Petróleo (Ineep), Ticiana Álvares, a possibilidade de amortecer os efeitos da alta do petróleo está ligada à mudança na política de preços da Petrobras em 2023.

Até então, a estatal seguia a chamada Política de Paridade de Importação (PPI), que alinhava diretamente os preços internos aos valores praticados no mercado internacional.

“A política da Petrobras acompanhava 100% a trajetória dos preços internacionais. Essa política modificou e agora leva em consideração fatores internos, que é essa margem de manobra que a Petrobras tem”, explicou a especialista.

Apesar disso, ela ressalta que a capacidade de intervenção da empresa é limitada e pode ter efeitos temporários, já que o Brasil ainda importa grandes volumes de derivados de petróleo, como gasolina e diesel.

Outro fator apontado é a privatização de refinarias, como a Refinaria Landulpho Alves, na Bahia, o que reduz os instrumentos de controle sobre os preços praticados por essas unidades.
Fonte: AgBrasil

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page