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Anticoncepcional injetável Depo-Provera é investigado após possível ligação com tumor cerebral

  • 22 de jun.
  • 2 min de leitura
Anticoncepcional injetável Depo-Provera é investigado após possível ligação com tumor cerebral
Divulgação/Estudos apontam risco maior de meningioma em usuárias de anticoncepcional hormonal injetável
Anticoncepcional injetável Depo-Provera é alvo de processo nos EUA após estudos apontarem possível ligação com tumor cerebral.

O anticoncepcional hormonal injetável Depo-Provera, cujo princípio ativo é o acetato de medroxiprogesterona, está no centro de um processo judicial nos Estados Unidos após estudos científicos sugerirem possível associação entre o uso do medicamento e o desenvolvimento de meningiomas, um tipo de tumor cerebral.

De acordo com uma pesquisa publicada na revista Expert Opinion on Drug Safety, mulheres que utilizaram o medicamento apresentaram maior risco de desenvolver meningioma em comparação com aquelas que usaram anticoncepcionais orais. O estudo reforça investigações anteriores que apontam a mesma possível relação.

O meningioma é um tumor que se forma nas meninges — membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal — e está entre os mais comuns do sistema nervoso central. Embora geralmente seja benigno, pode causar sintomas como convulsões, alterações na visão e fala, além de déficits neurológicos quando há compressão de áreas cerebrais.

Outro estudo publicado em 2024 no British Medical Journal indica que mulheres que utilizaram o hormônio por um ano ou mais podem ter até cinco vezes mais risco de desenvolver o tumor. Já uma pesquisa da Universidade do Alabama apontou aumento de 53% na probabilidade de ocorrência em usuárias da versão injetável.

O Depo-Provera é aplicado a cada três meses e amplamente utilizado como método contraceptivo em diversos países. Nos Estados Unidos, ações judiciais foram movidas por pacientes que alegam efeitos adversos relacionados ao uso do medicamento.

Em meio ao processo, o advogado de parte das pacientes afirmou à imprensa internacional que há relatos de efeitos neurológicos graves, como convulsões e déficits cognitivos, o que tem impulsionado a abertura de ações coletivas contra a fabricante.

A Pfizer, responsável pelo medicamento, declarou que não comenta estudos específicos de terceiros, mas reforçou a segurança e eficácia do produto, destacando que o anticoncepcional já foi utilizado por milhões de mulheres em todo o mundo e segue aprovado por agências regulatórias.
Fonte: Metropoles

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Gazeta de Varginha

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