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António Guterres pede coordenação global para regulamentar inteligência artificial; Assembleia da ONU vai debater o tema

16 de set.
1 min de leitura

Reprodução
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O secretário-geral da Organização das Nações Unidas, António Guterres, defendeu nesta quarta-feira (16) uma ação coordenada entre todos os países para regulamentar a inteligência artificial. Em coletiva de imprensa, ele afirmou que a tecnologia e seus riscos não conhecem fronteiras e que leis nacionais isoladas não bastam para proteger a população. O tema será um dos destaques da Assembleia Geral da ONU, que reúne chefes de Estado em Nova York na próxima semana.

Guterres reconheceu o enorme potencial da IA para acelerar o desenvolvimento sustentável, melhorar a educação, fortalecer a saúde pública e ampliar a resiliência climática. Contudo, alertou que o ritmo de evolução tecnológica está ultrapassando a capacidade de entender e controlar seus perigos. "O avanço está ocorrendo mais rápido do que nossa compreensão dos riscos", disse. E completou: "O mundo não pode se dar ao luxo de uma corrida rumo ao abismo quando se trata da segurança da inteligência artificial".

O apelo vem em meio a uma mobilização crescente por regras mais rígidas. Na terça-feira (15), OpenAI, Anthropic e Google DeepMind anunciaram criação de um órgão próprio de supervisão dos riscos da tecnologia. Já a presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, informou que vai reunir grandes empresas do setor para apoiar esforços que visam inclusive desacelerar o desenvolvimento dos modelos mais potentes, enquanto não houver garantias de segurança.

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