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Anvisa amplia uso de medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes

  • 21 de jul.
  • 2 min de leitura
Anvisa amplia uso de medicamentos para lúpus e esclerose múltipla em crianças e adolescentes
Divulgação
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou nesta segunda-feira (20) a ampliação das indicações de dois medicamentos destinados ao tratamento de doenças autoimunes em pacientes pediátricos. As decisões beneficiam crianças e adolescentes com lúpus eritematoso sistêmico (LES) e esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR).

Tratamento do lúpus passa a incluir aplicação subcutânea
A Anvisa autorizou o uso do Benlysta® (belimumabe) em crianças e adolescentes a partir de 5 anos com lúpus eritematoso sistêmico ativo.

A ampliação contempla exclusivamente a apresentação em caneta aplicadora (autoinjetora), utilizada como tratamento complementar para pacientes com doença de alta atividade que já recebem o tratamento convencional, incluindo corticosteroides, antimaláricos, anti-inflamatórios não esteroides ou imunossupressores.

Embora a versão intravenosa do medicamento já fosse aprovada para o público pediátrico, a nova apresentação subcutânea oferece maior praticidade, reduzindo a necessidade de deslocamentos frequentes aos centros de infusão e proporcionando mais conforto aos pacientes e familiares.

O lúpus eritematoso sistêmico é uma doença autoimune crônica que pode afetar diversos órgãos. Em crianças e adolescentes, costuma apresentar maior atividade inflamatória e risco mais elevado de danos ao organismo quando comparado aos casos em adultos.

Medicamento para esclerose múltipla também tem indicação ampliada
Outra aprovação publicada pela Anvisa amplia o uso do Ocrevus® (ocrelizumabe) para adolescentes com 12 anos ou mais, desde que possuam peso igual ou superior a 40 quilos.

O medicamento é indicado para o tratamento da esclerose múltipla remitente-recorrente (EMRR), forma da doença caracterizada por surtos seguidos de períodos de recuperação.

O ocrelizumabe é um anticorpo monoclonal que atua reduzindo a atividade inflamatória associada à esclerose múltipla, ajudando a controlar a progressão da doença.

Embora a esclerose múltipla seja considerada rara na infância e adolescência, representando entre 3% e 5% dos casos, pacientes jovens costumam apresentar maior frequência de surtos e um impacto mais significativo no desenvolvimento cognitivo, escolar e social, tornando importante o acesso precoce a terapias modificadoras da doença.

Segundo a Anvisa, as novas aprovações ampliam as opções de tratamento para pacientes pediátricos, oferecendo alternativas terapêuticas que podem contribuir para um melhor controle das doenças e maior qualidade de vida.
Fonte: Anvisa

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Gazeta de Varginha

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