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Anvisa aprova cinco novas “canetas emagrecedoras” à base de semaglutida para tratamento de diabetes

  • 30 de jul.
  • 2 min de leitura
Anvisa aprova cinco novas “canetas emagrecedoras” à base de semaglutida para tratamento de diabetes
Divulgação/Anvisa autorizou o registro de cinco novos medicamentos com semaglutida, princípio ativo utilizado no tratamento de diabetes e associado às chamadas canetas emagrecedoras.
A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou, nesta quarta-feira (29), o registro de cinco novos medicamentos compostos pelo princípio ativo semaglutida, popularmente conhecidos como “canetas emagrecedoras”. A decisão representa o maior número de aprovações concedidas pela agência em uma única análise para produtos dessa categoria.

Os medicamentos fazem parte da classe dos agonistas do receptor de GLP-1 e têm indicação para o tratamento do diabetes. A aprovação ocorreu após o Ministério da Saúde solicitar prioridade na avaliação desses produtos, com o objetivo de ampliar o acesso à tecnologia, fortalecer o mercado nacional e avaliar possibilidades futuras de incorporação ao Sistema Único de Saúde (SUS).

Entre os medicamentos aprovados, dois têm previsão de produção no Brasil após a conclusão de processos de transferência de tecnologia para empresas nacionais. São eles:
  • Owozy – Ávita Care Importação e Distribuição de Produtos Ltda.;
  • Seemasun – Sun Farmacêutica do Brasil Ltda.;
  • Zempneo – Brainfarma Indústria Química e Farmacêutica S.A.;
  • Semavy – Cosmed Indústria de Cosméticos e Medicamentos S.A.;
  • Orsema – Ranbaxy Farmacêutica Ltda.

Desde 2025, a Anvisa mantém um plano de ação para reduzir a fila de análise de medicamentos à base de semaglutida e liraglutida. Os processos envolvem avaliação de estudos clínicos, documentação apresentada pelas empresas e inspeção das estruturas de fabricação.

Com as novas autorizações, a agência já concedeu oito registros desses medicamentos em 2026.

Estudo avalia possível uso no SUS
Paralelamente às aprovações regulatórias, o Ministério da Saúde iniciou um protocolo para acompanhar o uso de medicamentos da classe GLP-1 em pacientes atendidos pelo Grupo Hospitalar Conceição (GHC), em Porto Alegre.

O estudo prevê a participação de aproximadamente 250 pessoas com obesidade grave ou associada a outras condições de saúde, que possuem indicação para cirurgia bariátrica. Os primeiros resultados estão previstos para 2027 e poderão auxiliar na definição de estratégias para utilização desses tratamentos na rede pública.

Atualmente, os medicamentos da classe GLP-1 ainda não fazem parte da lista de tratamentos oferecidos pelo SUS. A incorporação da semaglutida ao sistema público está em análise pela Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no Sistema Único de Saúde (Conitec).

Produção nacional e ampliação do mercado
A aprovação dos novos registros também é vista como um avanço para a indústria farmacêutica brasileira. Dois medicamentos dessa categoria já possuem produção nacional por empresas brasileiras.

Segundo a Anvisa, a fabricação no país pode contribuir para ampliar a oferta dos produtos, reduzir a dependência de importações, estimular a concorrência e favorecer a redução dos custos para os consumidores.
Fonte: MS

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Gazeta de Varginha

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