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Anvisa aprova Elahere para câncer de ovário resistente à quimioterapia

5 de set. de 2025
2 min de leitura
A Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) aprovou o uso do Elahere (mirvetuximabe soravtansina), primeiro medicamento direcionado especificamente para pacientes com câncer de ovário avançado resistente à quimioterapia tradicional.
A decisão, anunciada em 1º de setembro, marca a chegada ao Brasil da primeira terapia voltada a tumores com alta expressão do receptor de folato alfa (FRα), proteína presente em algumas células cancerígenas.
Como funciona
O Elahere é um conjugado anticorpo-fármaco (ADC):
  • O anticorpo se liga ao receptor FRα das células tumorais;
  • Uma carga de quimioterapia altamente potente é liberada dentro da célula;
  • O efeito é seletivo, destruindo o tumor e preservando a maior parte das células saudáveis, reduzindo efeitos adversos.
Para receber o tratamento, é necessário um exame de imuno-histoquímica, já disponível em laboratórios brasileiros, que detecta a presença do receptor.
Resultados dos estudos clínicos
A aprovação se baseou em um estudo internacional de fase 3 com mais de 450 mulheres:
  • Redução de 35% no risco de progressão da doença em comparação à quimioterapia;
  • Sobrevida média de 16,5 meses contra 12,7 meses no grupo controle;
  • Taxa de resposta objetiva de 42%, contra 16% da terapia convencional.
Os dados foram apresentados no congresso da Sociedade Americana de Oncologia Clínica (ASCO).
Relevância no Brasil
O câncer de ovário é um dos mais letais entre os tumores ginecológicos, sobretudo por ser diagnosticado em estágio avançado. Segundo o INCA, são estimados 7,3 mil novos casos por ano no país.
Até agora, pacientes com tumores resistentes à quimioterapia baseada em platina tinham poucas opções. Há mais de oito anos não surgia uma alternativa eficaz nesse cenário.
Nos EUA e na Europa, o Elahere já havia sido aprovado em 2024. No Brasil, a decisão da Anvisa abre caminho para a inclusão do medicamento no rol da ANS (planos de saúde) e, futuramente, no SUS, após novas avaliações.

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Gazeta de Varginha

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