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Anvisa e Polícia Federal reforçam combate a canetas emagrecedoras irregulares no Brasil

  • há 4 horas
  • 2 min de leitura
Anvisa e Polícia Federal reforçam combate a canetas emagrecedoras irregulares no Brasil
Divulgação
Anvisa e Polícia Federal intensificam combate a canetas emagrecedoras irregulares no país.

A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e a Polícia Federal anunciaram, nesta quarta-feira (6/5), uma atuação conjunta para reforçar o combate à produção, importação e comercialização irregular de medicamentos agonistas do receptor GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”.

A iniciativa foi formalizada por meio de uma nota técnica que orienta a integração entre os órgãos, com foco na análise de produtos apreendidos e no fortalecimento de investigações criminais. Os medicamentos recolhidos passarão por exames laboratoriais para identificar sua composição real e avaliar os riscos à saúde da população.

De acordo com o diretor-presidente da Anvisa, Leandro Safatle, a ação é fundamental tanto para a proteção sanitária quanto para o enfrentamento de organizações criminosas. “Os resultados fortalecem os inquéritos criminais, contribuindo para interromper cadeias ilícitas altamente organizadas”, destacou.

As principais irregularidades identificadas envolvem o contrabando de produtos sem registro no Brasil e a manipulação em condições inadequadas, o que pode causar contaminação, perda de eficácia e riscos graves à saúde. Além disso, esses medicamentos não oferecem garantia de qualidade, pureza ou conservação.

Dados da Anvisa apontam crescimento expressivo de efeitos adversos relacionados ao uso dessas substâncias. Entre 2018 e 2026, foram registradas quase 3 mil notificações, sendo cerca de metade apenas em 2025. Há relatos de casos graves, incluindo óbitos, ainda que nem todos com relação direta comprovada.

No campo das investigações, a Polícia Federal identificou redes criminosas estruturadas, com atuação interestadual e uso de plataformas digitais para comercialização em larga escala. Essas organizações também estariam envolvidas na importação irregular de insumos.

As ações de fiscalização realizadas em 2026 reforçam o cenário preocupante. Foram conduzidas 11 inspeções em farmácias de manipulação e empresas importadoras, resultando em oito interdições por falhas graves. Entre janeiro e abril, mais de 1,3 milhão de unidades de medicamentos irregulares foram apreendidas.

Em uma operação conjunta realizada em abril, foram identificadas movimentações financeiras de R$ 4,8 milhões relacionadas à comercialização irregular de substâncias como a tirzepatida. Também foram apreendidos mais de 17 mil frascos manipulados de forma inadequada, além da identificação de compostos ainda não aprovados por agências reguladoras.

A Anvisa destaca que a integração com a Polícia Federal visa ampliar a eficiência das ações de fiscalização, prevenção e repressão, além de garantir maior segurança à população diante do crescimento do uso desses medicamentos sem orientação adequada.
Fonte: Anvisa

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Gazeta de Varginha

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