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Uso indiscriminado de remédios preocupa especialistas e pode trazer riscos graves

  • há 3 horas
  • 1 min de leitura
Uso indiscriminado de remédios preocupa especialistas e pode trazer riscos graves
Divulgação
Automedicação e uso excessivo de remédios acendem alerta para riscos à saúde.

O uso indiscriminado de medicamentos tem se consolidado como um problema de saúde pública no Brasil. Dados do Conselho Federal de Farmácia (CFF) indicam que mais de 77% da população admite consumir remédios sem orientação médica, prática que pode provocar uma série de complicações, desde efeitos colaterais até o agravamento de doenças.

De acordo com o professor Alexandre Avelar, a automedicação pode mascarar sintomas importantes, dificultando o diagnóstico correto e atrasando o início de tratamentos adequados. Além disso, o consumo frequente e sem controle pode causar intoxicações, reações adversas e até dependência, dependendo da substância utilizada.

A Organização Mundial da Saúde (OMS) reforça que o uso racional de medicamentos é fundamental para garantir a segurança dos pacientes. Isso significa que os remédios devem ser prescritos e utilizados de acordo com as necessidades clínicas de cada pessoa, na dose correta e pelo período adequado.

Outro ponto de preocupação é o aumento da resistência de microrganismos a medicamentos, especialmente antibióticos. Segundo a OMS, a resistência bacteriana já é considerada uma ameaça global urgente. Estimativas apontam que, até 2050, mais de 39 milhões de mortes podem estar associadas a infecções resistentes a tratamentos convencionais.

O uso excessivo de medicamentos, principalmente sem acompanhamento profissional, contribui diretamente para esse cenário. Bactérias, vírus, fungos e parasitas podem desenvolver mecanismos de defesa contra os fármacos, tornando tratamentos cada vez menos eficazes.

Especialistas alertam que, diante de qualquer sintoma, o mais seguro é buscar orientação médica. A automedicação, embora comum, pode trazer consequências graves e comprometer não apenas a saúde individual, mas também coletiva.
Fonte: PUC Minas PC

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Gazeta de Varginha

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