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Anvisa investiga seis mortes suspeitas de pancreatite associadas a canetas emagrecedoras no Brasil

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) investiga seis mortes suspeitas de pancreatite possivelmente associadas ao uso de medicamentos conhecidos como canetas emagrecedoras no Brasil, conforme levantamento de notificações feitas ao sistema de monitoramento de eventos adversos do órgão, o VigiMed.

Todos os seis casos registrados envolvem pacientes que desenvolveram pancreatite — inflamação do pâncreas —, evoluíram para complicações graves e acabaram morrendo, segundo informações divulgadas pela agência à imprensa. As ocorrências são tratadas como suspeitas, sem confirmação de relação direta de causa e efeito com os medicamentos até a conclusão das análises, que pode levar anos.

De acordo com os dados disponibilizados no painel de notificações, os registros incluem casos ligados a medicamentos da classe dos agonistas do GLP-1, amplamente usados para tratamento de obesidade e diabetes. Essa categoria inclui fármacos comercializados com nomes como Ozempic, Saxenda e Mounjaro, produtos citados nas notificações recebidas pela Anvisa.

O órgão regulador brasileiro recebeu mais de 200 notificações de problemas no pâncreas relacionados ao uso desses medicamentos, com parte delas registrando inflamação pancreática em diferentes graus de gravidade, de acordo com os dados de vigilância sanitária.

A pancreatite aguda é uma condição em que o pâncreas inflama e pode causar sintomas graves, como dor abdominal intensa, náuseas e vômitos, e, em quadros graves, pode levar à falência de órgãos e ao óbito se não for tratada adequadamente.

A Anvisa alerta que, embora as notificações citem nomes comerciais dos medicamentos, não é possível assegurar que todos os casos envolvam os produtos originais aprovados no país. Há relatos de canetas falsificadas ou manipuladas ilegalmente sendo comercializadas com nomes registrados, o que pode influenciar os riscos à saúde e dificultar a análise de causalidade.

No Brasil, a manipulação de substâncias desses medicamentos é proibida, exceto em casos específicos envolvendo a tirzepatida, princípio ativo presente em algumas formulações, conforme permitido pela regulamentação sanitária.

A questão ganhou destaque internacional após alertas de autoridades sanitárias no Reino Unido, onde a agência reguladora local (MHRA) divulgou que casos raros de pancreatite associada ao uso de canetas com agonistas do GLP-1 foram observados, embora a maioria dos usuários não apresentem efeitos adversos graves.

As fabricantes desses medicamentos reforçam que as bulas já mencionam a pancreatite como um possível efeito adverso e recomendam que pacientes utilizem os produtos apenas sob orientação e acompanhamento de um profissional de saúde, interrompendo o uso e buscando atendimento médico caso surjam sintomas compatíveis com inflamação pancreática.

Gazeta de Varginha

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