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Anvisa prevê aprovar mais oito registros de canetas emagrecedoras até o fim de 2026

  • 5 de ago.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) prevê aprovar até o fim de 2026 mais oito registros de medicamentos conhecidos popularmente como canetas emagrecedoras. A expectativa foi apresentada pelo diretor-presidente da agência, Leandro Safatle, que afirmou que o avanço nas análises busca ampliar a concorrência no mercado, aumentar a oferta de produtos regularizados e ajudar na redução dos preços.

Segundo a Anvisa, os medicamentos avaliados são análogos do GLP-1, classe que inclui substâncias como semaglutida e liraglutida, princípios ativos presentes em medicamentos utilizados no tratamento do diabetes tipo 2 e que também ficaram conhecidos pelo uso no controle de peso. A agência informou que seis registros desse tipo já foram aprovados em 2026 e que outros processos seguem em análise.

A expectativa de novas aprovações ocorre após uma chamada pública aberta pela Anvisa em agosto de 2025 para priorizar a avaliação desses produtos. Ao todo, 24 pedidos foram apresentados: seis receberam autorização, cinco tiveram os pedidos negados e outros processos permanecem em diferentes fases de análise.

De acordo com a agência, a ampliação do número de fabricantes autorizados pode aumentar a competição entre empresas e reduzir os preços dos medicamentos. A Anvisa também avalia que a maior oferta de produtos regularizados pode diminuir a procura por versões comercializadas de forma irregular ou contrabandeadas, especialmente aquelas que entram no país sem registro sanitário.

Para acelerar os processos, a agência adotou um modelo de análise otimizada, com equipes técnicas trabalhando simultaneamente na avaliação dos pedidos. Segundo a Anvisa, a medida busca reduzir a fila de registros sem diminuir os critérios de segurança, eficácia e qualidade exigidos para a aprovação dos medicamentos.

Além da expansão dos registros, a Anvisa informou que pretende reforçar a fiscalização contra a entrada ilegal desses produtos no país. A agência também trabalha em uma cooperação com a autoridade sanitária do Paraguai para ampliar o compartilhamento de informações sobre medicamentos comercializados na região de fronteira.

A ampliação da oferta acontece em meio ao crescimento da procura por medicamentos da classe dos análogos de GLP-1 e ao debate sobre acesso, preços e regulamentação desses tratamentos no Brasil. A Anvisa afirma que apenas produtos com eficácia, segurança e qualidade avaliadas pelo órgão podem receber autorização para comercialização no país.

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Gazeta de Varginha

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