Análise aponta que eleitorado de Michelle Bolsonaro pode fazer falta à campanha de Flávio Bolsonaro
há 2 dias
2 min de leitura
Reprodução
A crise envolvendo a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro pode trazer consequências eleitorais para a pré-campanha do parlamentar, segundo avaliação do cientista de dados e CEO da empresa AP Exata, Sergio Denicoli. O especialista afirmou que a situação ganhou grande repercussão no ambiente digital e possui potencial para afetar a estratégia eleitoral do grupo político.
De acordo com Denicoli, Michelle possui um público consolidado e altamente fiel, especialmente entre mulheres e eleitores conservadores, segmentos considerados estratégicos para candidaturas ligadas à direita. Na avaliação do analista, a eventual perda de apoio desse eleitorado poderia representar dificuldades adicionais para a campanha presidencial de Flávio.
O especialista destacou ainda que a crise teve um efeito político inesperado ao deslocar a atenção de outro assunto que vinha gerando desgaste para o senador. Segundo ele, as discussões sobre o conflito familiar acabaram reduzindo a visibilidade das controvérsias envolvendo o caso do Banco Master, que vinha pressionando a pré-candidatura de Flávio.
A tensão entre Michelle e Flávio ganhou dimensão pública após declarações e manifestações da ex-primeira-dama sobre o relacionamento com o enteado. O episódio provocou movimentações dentro do Partido Liberal, onde dirigentes e aliados passaram a atuar para tentar reduzir os impactos políticos da crise e buscar uma reaproximação entre os dois nomes do grupo político.
Apesar das preocupações apontadas sobre a perda do eleitorado ligado a Michelle, levantamentos recentes indicaram que a repercussão também produziu efeitos positivos para Flávio em determinados segmentos das redes sociais. Um estudo da própria AP Exata mostrou aumento das menções positivas ao senador após a divulgação do vídeo envolvendo o desentendimento familiar, levando o parlamentar ao melhor desempenho digital dos últimos 45 dias.
Nos bastidores do partido, lideranças continuam considerando Michelle uma peça importante para a mobilização do eleitorado feminino e evangélico, grupos vistos como fundamentais para o desempenho eleitoral da direita nas eleições presidenciais de 2026.
Comentários