Após a concessão da BR-381, Pacheco aumenta críticas a Zema e destaca a atenção de Lula a Minas Gerais
22 de jan. de 2025
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O presidente do Senado, Rodrigo Pacheco (PSD-MG), aumentou as críticas ao governador de Minas Gerais, Romeu Zema, nesta quarta-feira (22), após uma cerimônia de assinatura da concessão da BR-381, onde o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ministros fizeram críticas ao governador.
Embora não tenha mencionado Zema diretamente, Pacheco divulgou uma nota na qual elogiou a "atenção" do governo Lula ao estado de Minas Gerais. Ele ressaltou que a concessão da rodovia, conhecida como "Rodovia da Morte", é mais uma demonstração do reconhecimento do presidente à importância de Minas para o Brasil.
"Meu reconhecimento e meus cumprimentos ao presidente Lula pela assinatura da concessão da BR-381, conhecida pelos mineiros como ‘Rodovia da Morte’. Mais uma medida que reafirma o respeito de Lula pela grandeza do nosso estado, enaltecendo a atenção dada a Minas Gerais", afirmou.
O senador também citou outras medidas que, segundo ele, mostram o apoio do governo federal ao estado, como a sanção do Programa de Pleno Pagamento de Dívidas dos Estados (Propag), de sua autoria, para resolver os débitos históricos de Minas com a União, e a pactuação do acordo de Mariana.
Zema, por sua vez, criticou os vetos do presidente Lula ao Propag, o programa que renegocia a dívida dos estados com a União, sancionado no último dia 14. Apesar disso, Pacheco afirmou que não irá buscar a derrubada dos vetos no Congresso, ao contrário de outros governadores, como o de Minas e do Rio Grande do Sul, Eduardo Leite, que já estão negociando a anulação dos vetos.
Durante o evento, Lula fez duras críticas ao governador de Minas, acusando-o de "ingratidão". “A palavra ‘obrigado’ é tão simples, mas para dizê-la é preciso ter grandeza. O governador de Minas deveria vir aqui me trazer um prêmio, pois nunca vetou nada de nenhum governador ou prefeito por ser oposição”, afirmou.
O presidente também fez uma analogia com Jesus Cristo, dizendo que o que ele fez pelos estados que não pagavam suas dívidas poderia ser comparado a algo que “só Jesus Cristo faria, se concorresse à presidência”.
Os ministros Renan Filho (Transportes) e Rui Costa (Casa Civil), que discursaram na cerimônia, também criticaram Zema, reforçando que o governo federal tem se esforçado para resolver questões estaduais, mesmo diante da oposição.
Renan Filho criticou a ausência do governador, sugerindo que sua postura fosse política. "Ele não pode priorizar a política contra o interesse do cidadão", afirmou.
Rui Costa, por sua vez, afirmou que Zema, em vez de agradecer ao presidente pela solução da "Rodovia da Morte", estava sendo ingrato ao agredir o presidente.
Zema respondeu às críticas nas redes sociais, alegando que o governo federal não cumpriu a promessa de entregar a obra da BR-381 durante os 188 meses de governo do PT. "Quando for colocar máquina na pista, fiscalizar ou inaugurar trechos da obra, estarei à disposição. Meu foco é trabalhar, não perder tempo com eventos burocráticos", escreveu.
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