Após dois meses, advogada que salvou mãe e primo em incêndio desperta do coma no Paraná
17 de dez. de 2025
2 min de leitura
fonte: o tempo
A advogada Juliane Suellem Vieira dos Reis, de 28 anos, que se pendurou no 12º andar do prédio onde mora, em Cascavel (PR), para salvar a mãe e um primo durante um incêndio ocorrido em outubro, despertou do coma e já consegue se comunicar com familiares. A informação foi confirmada nesta terça-feira (16).
Juliane permanece internada no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital Universitário (HU) de Londrina, referência no Paraná para esse tipo de atendimento. Ela está hospitalizada há cerca de dois meses e teve 63% do corpo queimado.
A atualização sobre o estado de saúde foi divulgada por Alanna Koerich, amiga da advogada, em publicação nas redes sociais. “Ela está acordada, mas ainda tem toda a recuperação pela frente. É uma recuperação lenta e difícil”, afirmou.
Segundo a amiga, Juliane ainda deverá passar por novas cirurgias. Alanna também agradeceu o apoio recebido ao longo do período de internação. “Se a Juliana está nessa melhora hoje é força de vontade dela e muito de Deus. A luta ainda não terminou”, disse.
A vaquinha online criada para ajudar no tratamento da advogada foi encerrada após arrecadar cerca de R$ 220 mil. A decisão foi tomada depois que golpistas passaram a usar o nome e a história de Juliane para pedir dinheiro. O valor arrecadado já foi transferido à família, e o Hospital Universitário de Londrina chegou a emitir um alerta sobre os golpes.
Por decisão da família, o hospital não divulga boletins médicos detalhados, e os parentes optaram por não conceder entrevistas. A mãe da advogada, Sueli Vieira dos Reis, de 51 anos, e o primo Pietro Dalmagro, de 4, que foram resgatados por Juliane, também ficaram internados, mas já receberam alta.
O incêndio ocorreu em 15 de outubro, no apartamento da família, localizado no 13º andar, que ficou completamente destruído. Para salvar os familiares, Juliane se pendurou no suporte do ar-condicionado do apartamento abaixo.
O laudo da Polícia Científica do Paraná concluiu que o incêndio não foi provocado de forma intencional. As chamas começaram na cozinha do imóvel, embora a causa exata não tenha sido identificada. Estimativas do Corpo de Bombeiros indicam que a temperatura no interior do apartamento chegou a 800 °C.
Comentários