top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Após fim de pacto nuclear com Moscou, EUA propõem novo tratado envolvendo múltiplas potências atômicas

  • gazetadevarginhasi
  • há 2 horas
  • 2 min de leitura
Reprodução
Reprodução

Os Estados Unidos defenderam, nesta sexta-feira (6 de fevereiro de 2026), a necessidade de negociar um novo tratado de controle de armas nucleares que envolva múltiplas potências atômicas, após a expiração de um acordo bilateral com a Rússia que por mais de duas décadas impôs limites aos respectivos programas nucleares estratégicos.

O subsecretário de Estado dos EUA para Controle de Armas e Segurança Internacional, Thomas DiNanno, afirmou em discurso durante a Conferência de Desarmamento em Genebra que a prorrogação do tratado conhecido como Novo START (“New START”) — que estabeleceu limites para os arsenais nucleares dos dois países — não seria benéfica para os Estados Unidos nem para o mundo, citando falhas no acordo, entre as quais o fato de que ele não incluía a China entre os participantes.

DiNanno declarou: “Hoje, os Estados Unidos enfrentam ameaças de múltiplas potências nucleares. Em resumo, um tratado bilateral com apenas uma potência nuclear é simplesmente inadequado em 2026 e no futuro.” Segundo ele, isso justifica a busca por um novo acordo que inclua várias nações com capacidade nuclear, refletindo as mudanças no cenário geopolítico global.

O tratado Novo START, que expirou em 5 de fevereiro de 2026, era o último acordo de limitação de armas nucleares vigente entre os Estados Unidos e a Rússia, e havia sido responsável por impor tetos ao número de ogivas estratégicas e sistemas de lançamento de cada país desde sua assinatura em 2010.

A defesa de um novo tratado multilateral ocorre em meio a um contexto internacional em que a exigência de um controle mais amplo sobre armas nucleares tem sido debatida, dado que, sem o Novo START, os Estados Unidos e a Rússia não estão mais legalmente obrigados a limitar o tamanho de seus arsenais nucleares estratégicos — algo que preocupa analistas de segurança e diplomatas.

A proposta estadunidense de expandir conversas sobre controle de armamentos busca contemplar outros Estados com capacidade nuclear, em especial a China, que não estava incluída no Novo START e cujo arsenal nuclear tem crescido em tamanho e relevância estratégica, segundo avaliações de especialistas internacionais.

Gazeta de Varginha

bottom of page