Após guerra de facções alterar rotas de ônibus, Estado anuncia ocupação policial em nove áreas de risco em MG
gazetadevarginhasi
há 2 horas
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fonte: o tempo
A escalada da violência provocada pela disputa entre facções criminosas em Minas Gerais deve resultar em novas operações policiais em pelo menos nove áreas já mapeadas pelo Estado. A informação foi confirmada pelo vice-governador Mateus Simões (PSD), nesta quarta-feira (21), durante entrevista ao programa Café com Política, de O TEMPO.
O anúncio ocorre em meio à tensão registrada na região da Vila Cemig, no Barreiro, em Belo Horizonte, onde a insegurança levou à mudança de itinerário de linhas de ônibus. Para Simões, a alteração no transporte público é um sinal grave da atuação do crime organizado.
“Não é possível ocupar todos os aglomerados ao mesmo tempo, mas onde houver problema grave detectado, a presença da polícia será definitiva. É assim que vamos garantir a segurança da população. Já temos nove alvos definidos para os próximos meses”, afirmou o vice-governador.
Segundo ele, a estratégia prevê ações ostensivas e contínuas em áreas onde há indícios de tentativa de domínio territorial por facções, a exemplo do que vem ocorrendo há quase 30 dias no Aglomerado da Serra. O vice-governador ressaltou que, apesar da presença de grupos criminosos, Minas Gerais ainda não enfrenta a mesma realidade de estados como Rio de Janeiro e São Paulo.
“Falha maior seria permitir que o crime organizado dominasse territórios e até o transporte público, como já ocorre em outros estados. Em Minas, isso não vai acontecer. Onde houver tentativa de controle territorial, a polícia vai atuar de forma firme”, destacou.
Simões afirmou ainda que a operação na Serra foi uma determinação direta do governo estadual para proteger moradores da comunidade. “É inadmissível que cidadãos tenham celulares fiscalizados por criminosos ao voltar para casa. A presença da polícia é o que garante que isso cesse”, completou.
Além das ações nas ruas, o vice-governador também destacou mudanças no sistema prisional, com a separação de detentos ligados a facções em presídios específicos de segurança máxima, além da ampliação do uso das Apacs para presos de menor periculosidade e a abertura de concurso para 1.200 policiais penais.
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