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Argentina acusa executivos de empresas que atuam nas Malvinas e pede investigação por lavagem de dinheiro e danos ambientais

há 2 horas
2 min de leitura

Instagram/ Reprodução
Instagram/ Reprodução
O procurador federal Carlos Stornelli, da Argentina, acusou formalmente nesta terça-feira (15) executivos e acionistas de empresas que atuam na exploração de petróleo nas Ilhas Malvinas. A informação foi publicada pelo jornal Clarín. Stornelli também solicitou investigação sobre quaisquer indivíduos ou entidades envolvidas no projeto, por supostas violações da chamada "Lei Pino Solanas", além de indícios de lavagem de dinheiro, danos ambientais e outros possíveis crimes. O pedido também pede a apuração de quem fornece apoio logístico ou assistência à exploração de hidrocarbonetos na região.

As empresas citadas são a israelense Navitas Petroleum e a britânica Rockhopper Exploration. Ambas já haviam declarado que possuem licenças válidas emitidas pelo governo das Ilhas Malvinas e que não esperam que as medidas adotadas pelo governo de Javier Milei prejudiquem o andamento dos projetos. A Navitas não respondeu de imediato aos pedidos de comentários da agência Reuters, enquanto a Rockhopper recusou-se a se pronunciar. O gabinete do procurador Stornelli também não retornou os contatos da imprensa.

Em resposta, o governo do Reino Unido divulgou comunicado em que procura tranquilizar as empresas que operam nas ilhas. Segundo o texto, a posição britânica é de que a Argentina "não tem o direito de exercer jurisdição sobre as Ilhas Malvinas nem de aplicar sua legislação interna nas ilhas ou contra empresas e indivíduos que ali atuam". O governo acrescentou que não vê fundamento jurídico para que tribunais argentinos apliquem medidas contra essas empresas e reafirmou o direito dos habitantes das ilhas de regularem sua própria economia e desenvolverem seus recursos naturais.

A disputa se insere em um contexto de reaquecimento do conflito de soberania sobre as Malvinas. A Argentina invadiu o território em 1982 e travou uma guerra de dez semanas antes de se render ao Reino Unido. A posição de Buenos Aires é de que as ilhas são território argentino ocupado ilegalmente, enquanto Londres defende a autodeterminação dos moradores e mantém o controle sobre o arquipélago.

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Gazeta de Varginha

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