Associação Brasileira de Obesidade amplia recomendações e alerta para uso inadequado de medicamentos
há 7 horas
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Abeso atualiza diretrizes e reforça que tratamento da obesidade deve combinar remédios e mudanças de estilo de vida.
A Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso) publicou uma nova diretriz que reforça que o tratamento farmacológico da obesidade não deve ser utilizado de forma isolada, mas sempre associado a mudanças de estilo de vida, incluindo orientação nutricional e incentivo à prática de atividade física.
O documento reúne 32 recomendações voltadas ao cuidado com a obesidade e busca orientar a prática clínica com base em evidências científicas atualizadas.
Critérios para uso de medicamentos
Segundo a diretriz, os principais critérios para indicação de medicamentos incluem Índice de Massa Corporal (IMC) maior ou igual a 30 kg/m², ou IMC maior ou igual a 27 kg/m² em pessoas que já apresentem complicações relacionadas ao excesso de gordura corporal.
Em situações específicas, o texto também admite a indicação do tratamento mesmo sem a avaliação isolada do IMC, considerando outros fatores como aumento da circunferência da cintura ou da relação cintura-altura, desde que associados a complicações metabólicas.
Abordagem individualizada
O presidente da Abeso, Fábio Trujilho, destacou que o novo cenário terapêutico exige uma avaliação mais individualizada dos pacientes.
“O médico passou a lidar com um cenário terapêutico mais amplo e com decisões que exigem avaliação cada vez mais individualizada. Esta diretriz transforma esse avanço científico em orientação prática, oferecendo mais subsídio para a conduta clínica e mais segurança para o cuidado dos pacientes”, afirmou.
Elaborada por um grupo multidisciplinar formado por endocrinologistas, clínicos gerais e nutricionistas, a diretriz organiza as recomendações por classes de evidência e níveis de recomendação.
O documento também aborda situações clínicas específicas, como risco cardiovascular, pré-diabetes, doença hepática gordurosa, osteoartrite, câncer, deficiência de testosterona masculina, apneia do sono e perda de massa magra e muscular, aproximando as orientações científicas das situações enfrentadas no consultório.
Alertas sobre uso inadequado de medicamentos
A nova diretriz também reforça alertas sobre quando os medicamentos não devem ser utilizados e chama atenção para o uso de substâncias sem evidência científica robusta, como fórmulas magistrais e produtos manipulados.
Entre os itens citados estão formulações com diuréticos, hormônios tireoidianos, esteroides anabolizantes, implantes hormonais e gonadotrofina coriônica humana (hCG), que não possuem comprovação adequada de eficácia e segurança para o tratamento da obesidade.
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