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AstraZeneca e Bristol Myers Squibb avaliam fusão que pode criar gigante farmacêutica avaliada em R$ 2 trilhões

  • 3 de ago.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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A farmacêutica britânica AstraZeneca e a norte-americana Bristol Myers Squibb (BMS) mantêm conversas para uma possível fusão que poderá resultar na criação de uma das maiores empresas farmacêuticas do mundo. Caso a operação seja concretizada, o grupo combinado teria valor de mercado próximo de US$ 400 bilhões, o equivalente a cerca de R$ 2 trilhões. As negociações foram reveladas pelo jornal Financial Times, que cita pessoas familiarizadas com o assunto.

Segundo a reportagem, as conversas vêm ocorrendo há vários meses, mas ainda não há definição sobre a estrutura da operação. As fontes afirmam que as negociações podem avançar para um acordo, ser adiadas ou até mesmo ser encerradas sem uma conclusão. Até o momento, nenhuma das empresas anunciou oficialmente uma proposta de fusão.

Se a união for concretizada, a empresa resultante reunirá dois dos maiores portfólios da indústria farmacêutica, com forte atuação principalmente nas áreas de oncologia, imunologia e doenças raras. A combinação também ampliaria a capacidade de investimento em pesquisa e desenvolvimento de novos medicamentos, além de fortalecer a presença global das companhias.

A notícia repercutiu imediatamente no mercado financeiro. As ações da AstraZeneca registraram forte queda após a divulgação das negociações, enquanto os papéis da Bristol Myers Squibb avançaram nas bolsas norte-americanas. Analistas avaliam que uma eventual fusão enfrentaria análise rigorosa de órgãos reguladores, especialmente devido à participação relevante das duas empresas no mercado de medicamentos para tratamento do câncer.

Embora o potencial acordo seja considerado um dos maiores da história do setor farmacêutico, ainda não existe garantia de que as negociações resultarão em uma fusão. As empresas não comentaram oficialmente as informações divulgadas, e as tratativas seguem em caráter reservado, sem prazo definido para uma eventual decisão.

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Gazeta de Varginha

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