Ataque a comboio militar no nordeste da Nigéria deixa ao menos 15 mortos; veículo acionou mina e foi alvo de emboscada
há 4 horas
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Pelo menos 15 pessoas perderam a vida num ataque contra um comboio militar no estado de Borno, no nordeste da Nigéria, no sábado (17). O grupo seguia numa estrada entre as localidades de Gamboru Ngala e a fronteira com o Camarões quando uma caminhonete acionou uma mina terrestre, provavelmente colocada por insurgentes. A explosão foi imediatamente seguida por disparos contra um segundo veículo da mesma patrulha. O saldo de vítimas inclui 10 soldados nigerianos e cinco integrantes da Força-Tarefa Conjunta Civil, grupo que atua em apoio às Forças Armadas na região. Seis outros militares ficaram feridos e foram encaminhados ao Hospital Militar Maimalari, em Maiduguri, para atendimento.
O batalhão atingido tem sede em Gamboru e realizava operação de rotina na zona de divisa com o Camarões. Oito soldados morreram na hora da explosão; os demais faleceram durante a troca de tiros que se seguiu. As fontes que relataram os detalhes do ocorrido pediram para não serem identificadas, pois não estavam autorizadas a falar com a imprensa. O capitão Mohammed Goni, porta-voz das Forças Armadas da Nigéria, não quis comentar o episódio quando procurado. A agência Reuters informa que não conseguiu confirmar de forma independente o número exato de vítimas.
O estado de Borno é há anos o principal palco de confrontos entre o governo nigeriano e grupos armados, especialmente o Boko Haram e a facção dissidente conhecida como Estado Islâmico na Província da África Ocidental. Apesar de operações militares sucessivas declaradas como vitoriosas, as organizações continuam agindo com emboscadas, bombas em estradas e ataques a postos militares e comunidades civis. A região de fronteira com o Camarões é considerada especialmente vulnerável, servindo de rota de fuga e abastecimento para os insurgentes.
O episódio repete um padrão de violência que não cede: na semana anterior, supostos combatentes do Boko Haram haviam atacado uma base do exército na mesma área, deixando pelo menos 10 soldados mortos e outros 20 feridos. A persistência dos ataques levanta questionamentos sobre a eficácia das estratégias de segurança adotadas até agora. Autoridades ainda não divulgaram medidas imediatas de reforço nas estradas ou de investigação aprofundada sobre como as minas foram instaladas sem detecção prévia.
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