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Coreia do Norte avalia ampliar arsenal militar na fronteira com a Coreia do Sul, diz irmã de Kim Jong-un

há 5 horas
3 min de leitura



A Coreia do Norte estuda posicionar mais armamentos táticos de ataque na fronteira com a Coreia do Sul, em meio ao aumento das tensões entre os dois países. A informação foi divulgada nesta segunda-feira (19) por Kim Yo-jong, irmã do líder norte-coreano Kim Jong-un, em um comunicado publicado pela imprensa estatal.

Kim afirmou que a situação na região é extremamente instável e acusou as forças militares sul-coreanas de adotar comportamentos que, segundo ela, colocam em risco os soldados do Norte. A declaração também mencionou a possibilidade de retomar transmissões de propaganda por alto-falantes direcionadas ao território sul-coreano.

“Nosso comando militar está examinando o posicionamento de mais recursos táticos de ataque ao longo da fronteira sul como medida preventiva e de supressão para enfrentar qualquer contingência”, afirmou Kim, sem especificar quais equipamentos poderiam ser enviados nem quando uma eventual mobilização ocorreria.

A dirigente norte-coreana também declarou que os acontecimentos recentes teriam ultrapassado uma linha considerada aceitável por Pyongyang. Ela atribuiu o agravamento da situação às ações militares da Coreia do Sul, incluindo disparos de advertência e transmissões sonoras na região fronteiriça.

O comunicado foi divulgado pela Agência Central de Notícias da Coreia (KCNA), veículo oficial do governo norte-coreano.

Disputa envolve explosão de minas terrestres

A nova manifestação ocorre após uma explosão de minas terrestres na região de fronteira, no mês passado, que feriu gravemente dois soldados sul-coreanos. Seul atribuiu o incidente a minas que teriam sido instaladas pela Coreia do Norte, mas Pyongyang negou responsabilidade e contestou as conclusões sul-coreanas.

O episódio aumentou as acusações entre os dois governos, que mantêm uma relação marcada por confrontos, ameaças militares e disputas sobre a segurança da fronteira.

Kim Yo-jong criticou a resposta militar da Coreia do Sul e afirmou que as ações do país contribuíram para tornar a situação mais perigosa. As declarações, no entanto, representam a posição do governo norte-coreano e não comprovam, por si só, as acusações feitas contra Seul.

Alto-falantes voltam ao centro da tensão

Outro ponto destacado por Kim foi a possibilidade de a Coreia do Norte retomar transmissões por alto-falantes na fronteira. O recurso é utilizado como instrumento de propaganda e pressão psicológica entre os dois países, com mensagens transmitidas em direção ao território adversário.

A Coreia do Sul havia suspendido suas transmissões fronteiriças no ano passado, em uma iniciativa do governo do presidente Lee Jae-myung para melhorar as relações entre os países. A Coreia do Norte também interrompeu suas próprias transmissões naquele período.

A retomada das transmissões pelo Norte ainda está em avaliação, segundo o comunicado divulgado nesta segunda-feira. Kim não anunciou uma decisão definitiva nem apresentou um cronograma para a eventual retomada.

A disputa em torno dos alto-falantes faz parte de uma sequência de episódios de tensão que inclui o envio de balões com lixo pela Coreia do Norte em 2024, apresentado por Pyongyang como resposta ao lançamento de balões com propaganda contra o regime por ativistas sul-coreanos.

Aumento das tensões militares

A declaração ocorre em um período de preocupação com o desenvolvimento das capacidades militares norte-coreanas. O país tem realizado testes de armamentos e reforçado estruturas militares próximas à fronteira, enquanto os dois governos trocam acusações sobre ações consideradas provocativas.

A possibilidade de posicionar mais recursos táticos de ataque aumenta a preocupação com novos incidentes na região, embora o comunicado não detalhe quais sistemas seriam mobilizados nem indique que uma ofensiva esteja em preparação.

Até a divulgação das declarações, não havia anúncio de uma decisão definitiva sobre o reforço do arsenal ou a retomada das transmissões de propaganda. A situação permanece marcada por acusações mútuas e pela incerteza sobre os próximos passos dos dois países.

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