Ataques russos e ucranianos a infraestrutura energética deixam centenas de milhares sem energia; atrito entre Trump e Zelensky se agrava após acordo de diesel
há 2 horas
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Durante a noite, Rússia e Ucrânia trocaram ataques direcionados a instalações energéticas, deixando centenas de milhares de pessoas sem eletricidade e aquecimento em ambos os lados da fronteira. A região de Volínia, no noroeste da Ucrânia, foi uma das mais atingidas: cerca de 20 ataques com mísseis foram registrados, classificados pelo chefe interino da Administração Militar Regional, Roman Romaniuk, como uma noite "muito difícil". Até a manhã desta sexta-feira (16), 370 mil consumidores da região permaneciam sem energia elétrica, e pelo menos duas pessoas ficaram feridas nas cidades de Manevychi e Lutsk. A empresa de energia ucraniana DTEK informou que uma de suas instalações foi atingida em Odessa, no sul do país, enquanto ataques também foram confirmados em Kiev e nas regiões de Kharkiv, Sumy, Cherkasy, Ternopil e Rivne.
Do lado russo, o governador da região de Vladimir, Alexander Avdeev, informou que drones ucranianos atingiram instalações de aquecimento nos arredores da cidade, situada a cerca de 180 quilômetros a leste de Moscou. Duas subestações elétricas foram desligadas, interrompendo o fornecimento de aquecimento e de água para a população local. Além disso, um centro de dados da empresa Yandex foi atingido e incendiou-se, prejudicando as operações da companhia de tecnologia, frequentemente comparada ao Google. A imprensa estatal russa noticiou os danos, mas a própria Yandex ainda não havia se pronunciado oficialmente sobre o ocorrido.
A escalada de ataques energéticos aprofunda a tensão entre os presidentes dos Estados Unidos e da Ucrânia. Volodymyr Zelensky anunciou na quinta-feira (15) a retomada dos bombardeios a refinarias de petróleo russas, em resposta ao acordo firmado pela Casa Branca para importação de diesel russo — medida amplamente criticada por aliados de Kiev. A relação entre os dois governos também se desgastou em torno da disputa sobre o sistema Starlink, serviço de internet via satélite da empresa de Elon Musk, que é essencial para as comunicações militares ucranianas; as versões sobre quem ordenou eventuais interrupções divergem entre Washington e Kiev.
A convergência entre bombardeios intensificados no campo de batalha e divergências diplomáticas coloca a Ucrânia em situação ainda mais delicada à medida que se aproxima o inverno. Sem energia suficiente para manter aquecimento e serviços básicos, a população enfrenta perspectivas de maior sofrimento nas próximas semanas. Enquanto isso, a postura de Trump em relação à Rússia e à guerra tem levantado questionamentos sobre a continuidade do apoio militar e financeiro americano, que tem sido fundamental para a resistência ucraniana desde o início do conflito.
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