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Autoridades de SP e do Rio dizem não reconhecer brasileiro preso nos EUA como integrante do PCC ou do Comando Vermelho

  • 16 de jun.
  • 2 min de leitura
Reprodução
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As autoridades de São Paulo e do Rio de Janeiro afirmaram não reconhecer como integrante do Primeiro Comando da Capital (PCC) ou do Comando Vermelho (CV) o brasileiro preso nos Estados Unidos e apresentado pelas autoridades americanas como um ex-chefe das duas facções criminosas.

O homem detido é Felipe Linares de Oliveira Dell Aquilla, conhecido como "Don" ou "Dom". Segundo o Serviço de Imigração e Controle de Alfândegas dos Estados Unidos (ICE), ele foi capturado após tentar fugir de uma abordagem de trânsito na Carolina do Norte. Os americanos afirmaram que ele seria um antigo líder do PCC e do Comando Vermelho.

No entanto, fontes da Polícia Federal, dos Ministérios Públicos de São Paulo e do Rio de Janeiro, das polícias civis dos dois estados e de órgãos de inteligência ouvidos pela GloboNews disseram não identificar qualquer vínculo do investigado com as duas maiores facções criminosas do país.

O principal ponto destacado pelas autoridades brasileiras é que o mandado de prisão internacional existente contra Felipe Linares não está relacionado ao PCC nem ao Comando Vermelho. De acordo com documentos consultados pela GloboNews, a ordem de captura emitida por meio da Interpol decorre de uma condenação pelo crime de extorsão, cuja pena fixada foi de nove anos e sete meses.

Além disso, ele também responde a um processo por aplicar um golpe em um hotel de luxo em Campos do Jordão, no interior de São Paulo.

Segundo o ICE, Felipe Linares estava nos Estados Unidos de forma irregular e teria sido preso em 5 de junho após uma perseguição policial. As autoridades americanas informaram ainda que ele tentou escapar inicialmente de carro e, depois de colidir com outros veículos, tentou fugir a pé, mas acabou alcançado pelos agentes. Durante a ação, foram apreendidos celulares, computadores, dinheiro em espécie e uma pistola calibre 9 milímetros.

Embora os órgãos americanos tenham atribuído ao brasileiro uma posição de liderança nas duas facções, as autoridades brasileiras responsáveis pelo combate ao crime organizado afirmaram não reconhecer essa condição. Até o momento, não há confirmação por parte dos órgãos de segurança de São Paulo e do Rio de Janeiro de que ele tenha pertencido ao PCC ou ao Comando Vermelho.

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Gazeta de Varginha

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