Autorização inédita marca avanço da pesquisa com fitocanabinoides no Brasil
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Divulgação Foto: Williane Silva
A Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN) tornou-se a primeira instituição do país a obter autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para o cultivo controlado e processamento da planta cannabis para fins de pesquisa científica.
Com o início do plantio, o reitor José Daniel Diniz Melo visitou, na sexta-feira (13), o laboratório do Instituto do Cérebro da UFRN (ICe-UFRN), responsável pelos projetos que avaliam a eficácia e a segurança de combinações de fitocanabinoides.
Atualmente, o instituto mantém mudas com diferentes perfis dessas substâncias. De acordo com o professor Claudio Queiroz, o cultivo passa por várias etapas: plantio, podas para clonagem, floração e, posteriormente, extração dos fitocanabinoides, que serão analisados em pesquisas voltadas a epilepsia, zumbidos, autismo, distúrbios do sono e dor.
Para o reitor Daniel Diniz, o início do cultivo representa um avanço histórico na produção de conhecimento científico sobre o tema no Brasil. “Após um rigoroso processo junto à Anvisa, ver o início do cultivo no Instituto do Cérebro é um passo importante para o avanço da pesquisa desenvolvida na UFRN e um marco para a ciência brasileira”, destacou.
A visita contou ainda com a presença da pró-reitora de Pesquisa, Silvana Zucolotto, do diretor da Agência de Inovação (Agir-UFRN), Jefferson Oliveira, e da chefe de Gabinete da Reitoria, Magda Pinheiro.
Histórico
Em 2020, a UFRN iniciou o processo para obtenção da autorização junto à Anvisa. O órgão permitiu a importação, armazenamento e germinação de sementes de cannabis, além do cultivo em sistema controlado na modalidade indoor (ambiente fechado).
O ICe-UFRN conduz pesquisas pré-clínicas para avaliar a eficácia e a segurança de combinações de fitocanabinoides no manejo de sinais e sintomas associados a distúrbios neurológicos e psiquiátricos.
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