B-52: avião criado na Guerra Fria segue como peça central nos ataques dos EUA
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O bombardeiro B-52 Stratofortress, utilizado pelos Estados Unidos em operações recentes contra o Irã, é uma das aeronaves militares mais antigas ainda em serviço ativo no mundo. Desenvolvido durante a Guerra Fria, ele entrou em operação na década de 1950 e foi projetado inicialmente para missões de ataque nuclear de longo alcance. Mesmo após décadas, o modelo continua sendo atualizado e adaptado para diferentes tipos de combate.
A aeronave é conhecida por sua grande capacidade de carga e alcance. O B-52 pode transportar dezenas de toneladas de armamentos, incluindo bombas convencionais, bombas guiadas por precisão e mísseis de cruzeiro. Ele também pode operar a grandes distâncias sem necessidade de pouso, graças à sua autonomia de voo e à possibilidade de reabastecimento em pleno ar.
Outro fator que torna o B-52 relevante é sua versatilidade. Ao longo de sua história, ele foi utilizado em diversos conflitos, como a Guerra do Vietnã, a Guerra do Golfo, operações no Afeganistão e no Iraque. Em muitos desses casos, o avião foi responsável por ataques massivos com grande volume de explosivos, atingindo áreas amplas com alta intensidade.
No contexto dos ataques contra o Irã em 2026, o B-52 voltou a ganhar destaque por sua capacidade de atingir alvos estratégicos a longa distância. A aeronave pode ser operada a partir de bases distantes da zona de conflito, reduzindo a exposição direta a defesas inimigas e permitindo maior flexibilidade nas operações militares.
Apesar de não possuir tecnologia furtiva como modelos mais modernos, como o B-2 Spirit, o B-52 compensa essa limitação com sua capacidade de lançar armamentos de longo alcance, muitas vezes fora do alcance dos sistemas de defesa aérea adversários. Isso faz com que continue sendo uma peça importante na estratégia militar dos Estados Unidos.
A longevidade do B-52 também chama atenção. Mesmo com mais de 70 anos desde sua criação, o avião segue sendo modernizado, com atualizações em sistemas eletrônicos, armamentos e estrutura. A expectativa do governo americano é mantê-lo em operação por mais algumas décadas, consolidando sua posição como um dos bombardeiros mais duradouros da história.
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