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Bactéria que ameaça produção de azeite é monitorada com tecnologia em Maria da Fé

  • há 1 hora
  • 2 min de leitura
Bactéria que ameaça produção de azeite é monitorada com tecnologia em Maria da Fé
Divulgação
Tecnologia com drones ajuda pesquisadores a monitorar bactéria que ameaça oliveiras em Minas.

Pesquisadores da Empresa de Pesquisa Agropecuaria de Minas Gerais (Epamig) estão desenvolvendo estudos para identificar e controlar a bactéria Xylella fastidiosa, responsável pelo chamado declínio rápido da oliveira. O microrganismo tem causado grandes prejuízos em olivais em várias regiões do mundo e preocupa produtores brasileiros por seu potencial destrutivo.

As pesquisas são conduzidas por equipes da Epamig Instituto Tecnologico de Agropecuaria de Pitangui (Epamig ITAP) e do Campo Experimental localizado em Maria da Fe. O objetivo é compreender o comportamento da bactéria e desenvolver estratégias que permitam identificar precocemente plantas mais vulneráveis à doença.

De acordo com o pesquisador Charles Santana, o monitoramento é realizado com o apoio de drones equipados com câmeras especiais capazes de captar informações que não são visíveis a olho nu. As imagens aéreas ajudam a acompanhar alterações nas plantas e fornecem dados importantes para análise do avanço da bactéria nas lavouras.

“Fazemos o monitoramento das oliveiras tentando entender o comportamento da Xylella a partir do imageamento aéreo. As câmeras especiais dos drones que utilizamos nos possibilitam enxergar informações além das visíveis a olho nu”, explicou o professor e pesquisador da Epamig ITAP.

O trabalho já está no segundo ano de avaliações. As imagens coletadas pelos drones são processadas e combinadas com informações obtidas pelas equipes de campo. A próxima etapa será a criação de modelos preditivos para identificar plantas com maior probabilidade de serem afetadas pela bactéria.

O pesquisador em fitopatologia da olivicultura, Gabriel Koch, destaca que a bactéria representa uma ameaça significativa para a produção de azeite, especialmente na região da Serra da Mantiqueira.

“Trata-se de um agente causal muito importante na cultura da oliveira, com grande potencial destrutivo. Esse monitoramento traz outras vantagens, pois vai permitir a coleta de outros dados referentes a avaliações de produtividade, fisiologia da planta e incidência de outras doenças”, afirmou.

O estudo também conta com apoio da Fundacao de Amparo a Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), dentro do projeto “Epidemiologia, resistência e agentes biológicos para manejo da seca da oliveira causada por Xylella fastidiosa”.

Evento técnico sobre olivicultura
As pesquisas e outras informações sobre cultivo de oliveiras serão apresentadas durante o Azeitech 2026, evento promovido pela Epamig que discutirá técnicas de manejo, tratos culturais e as principais doenças que afetam a cultura.

O encontro está programado para o dia 10 de abril, no Campo Experimental da Epamig em Maria da Fé.
Fonte: Epamig

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Gazeta de Varginha

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