Banco do Nordeste suspende Pix após ataque hacker em sistema terceirizado
gazetadevarginhasi
28 de jan.
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Divulgação
Banco do Nordeste suspende Pix após identificar ataque hacker em sistema terceirizado.
O Banco do Nordeste do Brasil (BNB) suspendeu temporariamente as transações via Pix após identificar um ataque hacker em sua infraestrutura tecnológica. A decisão foi tomada de forma preventiva, enquanto equipes técnicas avaliam a extensão do incidente e trabalham para garantir a retomada segura do serviço.
Em fato relevante encaminhado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM), o banco informou que o ataque foi detectado nesta terça-feira (27) e que os protocolos de segurança foram acionados imediatamente. Segundo a instituição, até o momento não há indícios de vazamento de dados nem de prejuízos às contas dos clientes.
O incidente teve origem em uma conta-bolsão vinculada a uma empresa terceirizada. Esse tipo de conta concentra recursos de diversos usuários em um único registro, sem identificação individual dos titulares. De acordo com o banco, a suspensão do Pix é necessária para aprofundar a análise técnica do ocorrido.
“Para uma análise mais detalhada das causas do evento e seus impactos, o serviço Pix está suspenso temporariamente”, informou o BNB, acrescentando que mantém comunicação permanente com o Banco Central (BC) para acompanhamento da situação.
Segundo informações preliminares, o ataque explorou uma vulnerabilidade em um prestador de serviços de tecnologia da informação que atua como intermediário nas operações do banco. A ação teria envolvido recursos movimentados a partir da chamada conta-bolsão da empresa terceirizada, e o valor eventualmente desviado ainda está sendo apurado pela área técnica.
O Banco do Nordeste afirmou que está concentrando esforços para restabelecer as transações Pix “o mais breve possível” e reforçou o compromisso com a segurança da informação e a transparência, assegurando que o mercado será informado sobre novos desdobramentos do caso.
Até o momento, o Banco Central, responsável pela supervisão do sistema Pix, não se manifestou oficialmente sobre o episódio. De acordo com dados da autoridade monetária, esta é a primeira ocorrência envolvendo o Banco do Nordeste desde a criação do sistema. Ao fim de 2025, a instituição contabilizava pouco mais de 11 milhões de clientes.
Especialistas apontam que ataques a prestadores de serviços terceirizados têm se tornado mais frequentes no sistema financeiro, por representarem um elo potencialmente mais vulnerável da cadeia tecnológica. Essa estratégia permite que criminosos contornem as camadas de proteção dos grandes bancos ao explorar falhas em sistemas integrados.
O episódio ocorre em um cenário de aumento dos investimentos em cibersegurança pelas instituições financeiras, impulsionado pela digitalização dos serviços e pela consolidação do Pix como principal meio de pagamento no país. No ano passado, o Banco Central suspendeu do sistema Pix diversas empresas prestadoras de serviços e endureceu as regras de segurança para instituições de pagamento.
Ainda não há previsão oficial para a normalização completa do serviço no Banco do Nordeste. A retomada das operações dependerá da conclusão das análises técnicas e da validação dos sistemas afetados, em coordenação com o Banco Central, para assegurar que as transações ocorram sem riscos adicionais aos clientes e ao sistema financeiro.
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