Banco é responsabilizado por assédio a empregadas que engravidaram durante o emprego em uma empresa terceirizada em Pouso Alegre (MG)
- 22 de fev. de 2024
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Banco é responsabilizado por discriminação contra grávidas em Pouso Alegre (MG)

O Tribunal Superior do Trabalho emitiu uma decisão responsabilizando um banco por discriminação e violência psicológica contra grávidas na região Sul de Minas. O caso, divulgado nesta terça-feira (20) pelo TST, envolveu ameaças, punições e comentários depreciativos direcionados às funcionárias que engravidaram durante o emprego em uma empresa terceirizada em Pouso Alegre (MG).
De acordo com o colegiado, o Supremo Tribunal Federal não isentou o banco da condenação relacionada aos danos causados às mulheres pela empresa que contratou os serviços.
A decisão foi mantida pela Segunda Turma do Tribunal Superior do Trabalho, estabelecendo que, caso a empresa terceirizada não pague a indenização de R$ 30 mil por dano moral coletivo, o banco será responsável por essa compensação.
Os casos
Os casos envolvendo as ações trabalhistas remontam a 2012 e 2013. O Ministério Público do Trabalho foi informado pela Vara do Trabalho de Pouso Alegre, por meio de uma ação civil pública de 2015, sobre as condenações de duas empresas prestadoras de serviços devido a punições e assédio moral contra funcionárias por terem engravidado.
As práticas incluíam ameaças de transferência para funções com remuneração inferior, tratamento desrespeitoso por parte da gestão e comentários ofensivos, como sugerir que uma das mulheres ficaria "feia" e com o corpo "deformado" após a gravidez.
“Elas passaram a ser tratadas de forma mais ríspida por uma sócia, que não deixava que se alimentassem fora do intervalo de almoço e questionava as idas ao banheiro, batendo na porta com frequência”, afirmou o TST.







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