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Brasil amplia estudos sobre drones e sistemas não tripulados para uso militar

  • há 18 horas
  • 3 min de leitura
Brasil amplia estudos sobre drones e sistemas não tripulados para uso militar
Divulgação/Exército, Marinha e Força Aérea ampliam investimentos em drones e sistemas não tripulados
O Brasil vem ampliando os investimentos e estudos relacionados a drones e sistemas não tripulados para emprego pelas Forças Armadas. Exército, Marinha e Força Aérea trabalham em projetos voltados a operações aéreas, terrestres e marítimas, enquanto o Ministério da Defesa busca integrar as iniciativas e reduzir a dependência de tecnologias estrangeiras.

Especialistas das três Forças participaram, nos dias 13 e 14 de agosto, de um encontro na Escola Superior de Defesa, em Brasília, para apresentar projetos em desenvolvimento e discutir possibilidades de cooperação. A movimentação ocorre em um cenário internacional no qual sistemas não tripulados passaram a desempenhar funções como vigilância, reconhecimento, inteligência, guerra eletrônica e proteção de infraestruturas.

Marinha desenvolve sistemas autônomos
Na Marinha, os sistemas não tripulados são estudados principalmente para ampliar o monitoramento da chamada Amazônia Azul. As tecnologias podem complementar o Sistema de Gerenciamento da Amazônia Azul (SisGAAz), responsável pela integração de informações sobre as águas de interesse estratégico do país.

Desde 2021, a Força desenvolve veículos de superfície não tripulados para atividades como vigilância, reconhecimento, busca e salvamento, proteção de infraestruturas e contramedidas de minagem.

Entre os projetos está o PRISMA (Plataforma Remota de Interface para Sistemas Marítimos Autônomos), desenvolvido pelo Centro de Análises de Sistemas Navais (CASNAV). A tecnologia permite controlar embarcações remotamente e pode incorporar diferentes níveis de autonomia.

Exército amplia estudos sobre drones e veículos terrestres
O Exército Brasileiro também utiliza drones para atividades de reconhecimento e vigilância e avalia plataformas com maior autonomia e alcance.

Entre os projetos estudados está o Nauru 1000C, relacionado ao emprego de sistemas aéreos remotamente pilotados em apoio às tropas. A Força também acompanha o desenvolvimento de veículos terrestres não tripulados e outras soluções tecnológicas.

Em maio, o Quartel-General do Exército sediou o 1º Simpósio de Sistemas Não Tripulados da Força Terrestre, que reuniu fabricantes, especialistas e integrantes do Alto-Comando para discutir tecnologias aéreas e terrestres.

FAB busca desenvolver sistema nacional
A Força Aérea Brasileira (FAB) possui experiência com aeronaves remotamente pilotadas de grande porte. Um dos equipamentos utilizados pela instituição é o Hermes RQ-900, empregado em missões de inteligência, vigilância e reconhecimento.

Segundo a FAB, a aeronave pode permanecer aproximadamente 30 horas em voo contínuo.

Agora, a Aeronáutica também busca ampliar a capacidade nacional no setor. Em maio, abriu uma consulta à indústria brasileira para identificar empresas capazes de desenvolver sistemas de aeronaves remotamente pilotadas no país.

A iniciativa integra o Projeto RQ-XBR, conduzido com participação da Comissão Coordenadora do Programa Aeronave de Combate (COPAC).

Busca por autonomia tecnológica
Além da aquisição de equipamentos, as Forças Armadas discutem o desenvolvimento de tecnologias nacionais para reduzir a dependência de fornecedores estrangeiros.

Entre os componentes considerados estratégicos estão sensores, sistemas de comunicação, inteligência artificial, navegação, controle e outros equipamentos necessários à operação dos veículos não tripulados.

A estratégia também envolve a possibilidade de transferência de tecnologia em contratos internacionais e o fortalecimento da Base Industrial de Defesa brasileira.

Ministério da Defesa busca integração
Outro objetivo das discussões é aproximar projetos desenvolvidos separadamente pelo Exército, pela Marinha e pela Aeronáutica.

A proposta envolve compartilhamento de conhecimento, formação conjunta, padronização e integração de capacidades, em uma tentativa de acompanhar a rápida evolução tecnológica do setor.

A expansão dos sistemas não tripulados deverá, assim, integrar o processo de modernização das Forças Armadas brasileiras, com aplicações previstas para diferentes ambientes operacionais.
Fonte: SociedadeMilitar

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Gazeta de Varginha

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