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Brasil atinge menor taxa de analfabetismo da história recente, aponta IBGE

  • 19 de jun.
  • 3 min de leitura
Brasil atinge menor taxa de analfabetismo da história recente, aponta IBGE
Divulgaçã/Analfabetismo cai no país e chega a 4,9% em 2025, diz pesquisa
Brasil registra menor taxa de analfabetismo da série histórica, aponta IBGE.

O Brasil alcançou em 2025 a menor taxa de analfabetismo da série histórica recente, segundo dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD) Educação, divulgada nesta sexta-feira (19) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O país registrou 8,4 milhões de pessoas com 15 anos ou mais em situação de analfabetismo, o que corresponde a uma taxa de 4,9%. Em relação a 2024, houve redução de 0,4 ponto percentual, o que representa cerca de 592 mil pessoas a menos nessa condição.

Em um recorte mais amplo, a taxa de analfabetismo no Brasil caiu de 6,7% em 2016 para 4,9% em 2025, uma redução de 1,8 ponto percentual em nove anos, consolidando o menor índice da série iniciada em 2016. Ainda assim, a desigualdade regional permanece, com o Nordeste concentrando 4,8 milhões de analfabetos, o equivalente a 57,4% do total nacional.

Desigualdade por idade e grupo social
Os dados mostram que o analfabetismo atinge principalmente a população idosa. Em 2025, havia 4,8 milhões de pessoas com 60 anos ou mais que não sabiam ler e escrever, o equivalente a 14,9% desse grupo etário. Esse contingente representa 58% de todos os analfabetos do país.

Entre os grupos raciais, a desigualdade também se mantém: a taxa entre pretos ou pardos (20,6%) é quase três vezes maior do que entre brancos (7,3%) na população com 60 anos ou mais.

Quando analisada a faixa etária, os índices caem entre os mais jovens, indicando avanço no acesso à educação. Entre pessoas de 15 a 59 anos, a taxa é de 2,6%, enquanto entre aquelas com 25 anos ou mais fica em 5,8%.

Segundo o IBGE, a diferença de 11,3 pontos percentuais entre os grupos etários reforça a importância de políticas públicas voltadas à permanência de crianças e jovens na escola, além de ações específicas de alfabetização de adultos e idosos.

Diferenças por sexo e escolaridade
Em 2025, a taxa de analfabetismo entre mulheres de 15 anos ou mais foi de 4,6%, enquanto entre homens foi de 5,2%. Ambos os sexos tiveram redução de 0,4 ponto percentual em relação a 2024.

Entre pessoas com 60 anos ou mais, pela primeira vez as mulheres apresentaram taxa inferior à dos homens: 13,7% contra 14,1%, o que indica mudança no padrão histórico de desigualdade educacional.

O levantamento também aponta que 59,4% das mulheres com 25 anos ou mais concluíram ao menos a educação básica, contra 55,2% dos homens.

Desigualdades raciais e educação básica
Em relação à cor ou raça, 64,9% das pessoas brancas haviam concluído o ciclo básico, contra 51,3% entre pretos e pardos, uma diferença de 13,6 pontos percentuais. Embora ainda elevada, essa distância caiu em comparação com 2016, quando era de 16,4 pontos.

Educação infantil e abandono escolar
No recorte da primeira infância, o IBGE aponta que, em 2025, 64,1% das crianças de 0 a 1 ano e 57,1% das de 2 a 3 anos que não frequentavam creche estavam fora por decisão dos pais ou responsáveis. Já a falta de vagas ou de unidades próximas foi o segundo principal motivo citado.

Entre jovens de 14 a 29 anos, cerca de 7,7 milhões não concluíram o ensino médio. A maioria é composta por homens (59,8%) e por pretos ou pardos (72,8%). O principal motivo para o abandono escolar foi a necessidade de trabalhar, citado por 43% dos entrevistados.

Outro dado relevante mostra que 17,5% dos jovens de 15 a 29 anos não estudavam nem trabalhavam em 2025, nem estavam em cursos de qualificação. Apesar disso, esse índice caiu em relação a 2019, quando era de 22,4%.
Fonte: AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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