Brasil Lidera em Número de Jovens 'Nem-Nem' na América Latina, Diz Relatório da OIT
Elisa Ribeiro
13 de ago. de 2024
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Divulgação
Um relatório da Organização Internacional do Trabalho (OIT) revela que o Brasil possui mais jovens "nem-nem" — aqueles que não estudam nem trabalham — do que países vizinhos como Argentina, Chile e Bolívia. Em 2023, 20,6% dos brasileiros entre 15 e 24 anos estavam nessa situação, uma leve melhora em relação aos 20,9% registrados em 2022. No entanto, o índice brasileiro é significativamente superior ao da Argentina (15%), Chile (15,3%) e Bolívia (9,5%).
Comparação Regional e Impactos
A recuperação desigual do emprego pós-pandemia da covid-19 é apontada como um dos principais fatores para o elevado número de jovens "nem-nem" no Brasil. A OIT observa que a recuperação do emprego tem sido mais lenta em economias emergentes e em desenvolvimento. Além disso, o relatório destaca que dois terços dos jovens "nem-nem" globalmente são mulheres, com 28,1% das jovens mulheres nesta situação em comparação a 13,1% dos homens jovens.
O diretor-geral da OIT, Gilbert F. Houngbo, ressalta o aumento dos empregos informais e os desafios para encontrar empregos permanentes e seguros, alertando que milhões de jovens sem trabalho decente enfrentam um futuro incerto e instável.
Impacto Econômico
Segundo a Confederação Nacional do Comércio (CNC), os jovens brasileiros de 18 a 24 anos que não estudam nem trabalham poderiam ter contribuído com R$ 46,3 bilhões ao PIB do Brasil em 2022. Com essa participação, o PIB brasileiro poderia ter alcançado R$ 10,146 trilhões, um aumento de 0,46 ponto percentual em relação ao valor de 2022.
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