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Brasil quer liderar segurança alimentar global diante do crescimento populacional, afirma presidente da Embrapa

11 de jun. de 2025
2 min de leitura
O Brasil está se posicionando para assumir a liderança global em segurança alimentar frente ao crescimento populacional estimado para as próximas décadas. A projeção é de 2,4 bilhões de pessoas a mais no planeta até 2050, segundo dados apresentados nesta sexta-feira (6), durante o GAFFFF 2025, evento voltado à cultura agro, realizado em São Paulo.
Em um painel dedicado à segurança alimentar e sustentabilidade, a presidente da Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), Silvia Massruhá, defendeu que o Brasil precisa integrar esforços diplomáticos, científicos e comerciais para se consolidar como protagonista no fornecimento de alimentos para o mundo.
“Há demanda global para que o Brasil transfira as tecnologias que temos aqui para outros lugares do mundo em prol da segurança alimentar”, afirmou.
Silvia destacou o modelo brasileiro de produção, citando a integração entre lavoura, pecuária e floresta como diferencial competitivo. Segundo ela, o país aperfeiçoou seu sistema agrícola desde os anos 1970, partindo da correção de solos até os dias atuais, com foco em sustentabilidade, multifuncionalidade e adaptação às mudanças climáticas.
Ela apontou cinco pilares estratégicos da Embrapa para o futuro da agricultura:
  1. Métricas de sustentabilidade;
  2. Transição nutricional;
  3. Transição energética;
  4. Inclusão socioprodutiva;
  5. Adoção de novas tecnologias, como biotecnologia e agricultura digital.
Segundo a presidente da estatal, o Brasil tem o desafio de aumentar sua produção sem comprometer o meio ambiente, tanto no setor agrícola quanto no pecuário.
Silvia também afirmou que a COP30, marcada para novembro deste ano em Belém (PA), será um momento estratégico para o país:
“Temos que aproveitá-la como o começo de uma nova era para a agricultura sustentável do nosso país.”
O discurso reforça a visão de que o Brasil pode ser um dos principais responsáveis pela segurança alimentar global nas próximas décadas, com um modelo produtivo que alie tecnologia, inclusão e respeito ao meio ambiente.
 
 
 

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Gazeta de Varginha

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