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Brasileira denuncia uso do Grok para criar imagem falsa de biquíni e relata impacto emocional

  • gazetadevarginhasi
  • há 3 dias
  • 2 min de leitura

fonte: g1
fonte: g1
“É um sentimento horrível. Eu me senti suja”, relata Giovanna* ao descobrir que uma foto sua havia sido manipulada por inteligência artificial e publicada na rede social X. A imagem original, postada por ela nos stories do Instagram, mostrava a jovem vestindo calça. Após a edição feita pelo Grok, ferramenta de IA da plataforma de Elon Musk, ela passou a aparecer de biquíni, sem qualquer autorização.
Giovanna é uma das vítimas de uma prática que se espalhou recentemente no X, na qual usuários utilizam o Grok para alterar fotos reais e criar imagens íntimas falsas — fenômeno conhecido como deepfake. Embora esse tipo de manipulação já existisse, especialistas apontam que a facilidade de acesso à ferramenta e sua integração direta à rede social aceleraram a disseminação do problema, inclusive no Brasil.
O caso ganhou repercussão nacional após a jornalista Julie Yukari denunciar à polícia, no início de janeiro, que teve imagens adulteradas de forma semelhante. Segundo especialistas, a criação e o compartilhamento desse tipo de conteúdo sem consentimento configuram crime, mesmo quando a imagem é falsa, por violar a intimidade e a dignidade da vítima.
De acordo com a advogada Patrícia Peck, especialista em direito digital, a legislação brasileira prevê punição tanto para quem cria quanto para quem compartilha imagens íntimas falsas. Desde a Lei nº 15.123/2025, o Código Penal passou a tratar explicitamente o uso de inteligência artificial em situações que causem dano emocional, com penas que incluem detenção e multa.
No caso de Giovanna, a foto manipulada foi repostada por uma conta no X que solicitou ao Grok a alteração da imagem. Ao ser informada, ela afirmou não conhecer o autor da publicação, denunciou o conteúdo à plataforma e disse que pretende registrar um boletim de ocorrência. Após o contato da imprensa, o perfil responsável apagou as postagens e foi excluído.
Especialistas alertam que, além do impacto psicológico, esse tipo de crime amplia a sensação de insegurança, sobretudo entre mulheres, que são maioria entre as vítimas. A orientação é preservar provas, denunciar o conteúdo na plataforma, registrar ocorrência policial e, se possível, formalizar as evidências por meio de instrumentos com validade jurídica, como ata notarial.
*Nome fictício para preservar a identidade da vítima.

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Gazeta de Varginha

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