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Braskem avalia pedir recuperação extrajudicial ainda em agosto para reestruturar dívidas

  • 13 de ago.
  • 2 min de leitura
Foto: Divulgação/Braskem
Foto: Divulgação/Braskem


A Braskem está em negociações avançadas para realizar um possível pedido de recuperação extrajudicial ainda em agosto. A medida é avaliada como uma alternativa para reestruturar mais de US$ 10 bilhões em dívidas relacionadas às operações da companhia no Brasil, nos Estados Unidos e na Europa. As discussões envolvem credores e buscam evitar um processo de reestruturação considerado mais complexo.

A empresa corre contra o prazo de 24 de agosto, quando termina uma proteção obtida por meio de uma medida cautelar apresentada em junho. As informações foram atribuídas a duas pessoas familiarizadas com as negociações, que falaram sob condição de anonimato devido ao caráter confidencial das tratativas. A Braskem não comentou as informações.

Controlada pela gestora IG4 Capital e pela Petrobras, a petroquímica vem enfrentando um período prolongado de dificuldades no setor. Segundo as pessoas envolvidas nas negociações, a empresa pode levar de três a cinco anos para resolver todos os desafios herdados. Além do cenário desfavorável para a indústria petroquímica, a posição de caixa da companhia também foi afetada pelas consequências financeiras de um desastre ambiental relacionado às suas minas de sal em Alagoas.

A Braskem mantém conversas com diferentes grupos de credores, entre eles detentores de títulos de dívida e bancos, na tentativa de encontrar uma solução para sua situação financeira. Até o momento, porém, não houve acordo. De acordo com as fontes, os credores rejeitaram uma proposta apresentada pela companhia que previa cinco anos de carência para o pagamento do principal da dívida e dois anos e meio de carência para o pagamento dos juros.

Caso as negociações avancem, a estrutura da recuperação extrajudicial poderá prever um período de suspensão de cobranças de 90 dias. Esse intervalo permitiria que a Braskem e seus credores negociassem um plano mais abrangente de reestruturação, ao mesmo tempo em que a empresa ficaria protegida de possíveis medidas de cobrança durante o período de negociação.

A companhia também avalia alternativas para lidar com aproximadamente US$ 2 bilhões em dívidas de sua subsidiária mexicana. Uma das possibilidades consideradas é um eventual pedido de proteção pelo Chapter 11, mecanismo de recuperação utilizado nos Estados Unidos. De acordo com uma das fontes, esse processo poderia seguir um cronograma semelhante ao da eventual reestruturação no Brasil.

A possibilidade de uma recuperação extrajudicial ocorre em meio à mudança recente no controle da Braskem. A participação anteriormente controlada pelo grupo de engenharia Novonor, ex-Odebrecht, foi vendida para a IG4 Capital. Ao mesmo tempo, a empresa busca avançar nas negociações com os credores para encontrar uma solução para o elevado endividamento e evitar uma reestruturação judicial mais complexa.

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Gazeta de Varginha

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