Britânico confessa ter drogado e estuprado a própria esposa por 21 anos; outros 12 homens são acusados de participar dos abusos
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Um homem britânico com cerca de 60 anos se declarou culpado, nesta segunda-feira (14), de ter drogado e estuprado repetidamente a própria esposa durante mais de 21 anos. A confissão foi feita pouco antes do início do julgamento, no Tribunal da Coroa de Minshull Street, em Manchester. Por determinação judicial, o nome do acusado não pode ser divulgado — a medida visa proteger a identidade da vítima, que tem direito ao anonimato vitalício.
O homem admitiu ter administrado substâncias à esposa com o propósito de deixá-la inconsciente, e na sequência praticava abusos contra ela. Ao todo, declarou-se culpado de 45 acusações, somadas a outras 15 infrações já reconhecidas anteriormente. Entre os crimes confessados estão 21 estupros, 15 agressões com penetração, 11 agressões sexuais e o compartilhamento de imagens íntimas sem consentimento. Os fatos ocorreram de forma continuada entre 2004 e 2025, dentro da residência do casal.
Além do marido, outros 12 homens, com idades entre 28 e 74 anos, são acusados de ter abusado sexualmente da vítima entre 2018 e 2025. Todos eles negaram as acusações e serão julgados no mesmo processo. O julgamento está em curso e deve se estender por vários meses.
O subchefe da Polícia da Grande Manchester, Rick Jackson, afirmou que as autoridades seguem concentradas em apoiar a vítima: "Nosso foco continua sendo apoiar a vítima dessa terrível campanha de abuso ao longo dessa investigação muito complexa. Continua sendo prestado apoio especializado à vítima que está no centro deste caso."
A semelhança dos fatos com o caso de Gisèle Pelicot, na França, tem sido destacada pela imprensa e pelas autoridades. Em Vinçennes, o marido dela, Dominique Pelicot, dopou a esposa durante dez anos e permitiu que dezenas de homens a violentassem enquanto ela estava inconsciente. Pelicot foi condenado no fim de 2024, e o caso se tornou um marco mundial por expor a gravidade de violências domésticas sistemáticas e silenciadas sob o próprio teto.
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