Bulgária convoca embaixadora da Rússia após ataques com drones afetarem dois navios no Mar Negro; um embarcação afunda e tripulações são resgatadas
há 10 horas
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O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, convocou a embaixadora da Rússia, Eleonora Mitrofanova, para uma reunião nesta terça-feira (13), em consequência de ataques com drones que atingiram embarcações nas proximidades da costa búlgara, no Mar Negro. A diplomata russa deixou o prédio do governo por uma entrada lateral ao fim do encontro. Radev esclareceu publicamente que, até o momento, não existem evidências claras e definitivas que comprovem quem realizou os ataques, mas ponderou que o desdobramento dos fatos favorece a posição da Federação Russa. A postura do governo búlgaro reflete a preocupação crescente com a segurança nas águas que banham o país, integrante da Otan, e que servem de passagem para rotas comerciais de importância internacional.
O navio "Chelsea 3", de propriedade ucraniana e que navegava sob bandeira de Malta, foi atingido por três drones por volta da 1h30 da madrugada, horário local, quando se encontrava a aproximadamente 33 quilômetros da costa búlgara. A embarcação sofreu danos significativos, mas pôde ser mantida à flutuação; sua tripulação, formada por sete cidadãos ucranianos e oito azerbaijanos, foi resgatada com vida. Cinco desses tripulantes receberam atendimento médico, porém ninguém apresentou ferimentos graves. Um segundo navio também foi atingido no mesmo período, tendo registros de que teria afundado; ao menos um tripulante dessa embarcação foi resgatado, e buscas por outras pessoas seguem em andamento. Radev classificou os episódios como "absolutamente inaceitáveis", ocorridos em águas muito próximas ao território búlgaro.
A Bulgária já registra três navios atingidos por ataques em suas proximidades e busca apoio de aliados para investigar a origem dos drones e identificar quem é responsável. O primeiro-ministro informou que tem conversa agendada com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, para tratar do tema e reforçar a vigilância coletiva sobre o flanco oriental da aliança militar. Embora não faça fronteira terrestre nem com a Ucrânia nem com a Rússia, a posição geográfica da Bulgária confere-lhe papel estratégico no Mar Negro, onde ambos os países mantêm portos de grande relevância econômica e militar. A guerra entre Rússia e Ucrânia já se estende por tempo prolongado, e crescem as preocupações internacionais de que ataques com drones e mísseis possam se expandir para rotas de navegação que até então eram consideradas relativamente seguras.
As autoridades búlgaras reafirmaram que a investigação está em fase inicial e que nenhuma conclusão definitiva pode ser apresentada ainda. A presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, e o secretário-geral da Otan condenaram os ataques e prometeram colaborar com o país para esclarecer os fatos e reforçar a defesa da região. A comunidade internacional acompanha com atenção a escalada de tensão no Mar Negro, temendo que novos ataques possam interromper o fornecimento de grãos, combustíveis e outros produtos essenciais que transitam pela região. O governo búlgaro segue em alerta máximo e recomenda cautela a embarcações que pretendam navegar nas águas próximas ao seu litoral, enquanto as equipes de busca e salvamento prosseguem nas operações e os investigadores trabalham para determinar a origem e o percurso dos aparelhos que atingiram os navios.
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