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Novo terremoto de magnitude 6,1 atinge o Panamá três dias após tremor de 7,7; abalo ocorreu a apenas 10 quilômetros de profundidade

há 4 horas
2 min de leitura

Reprodução
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O Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) confirmou que um terremoto de magnitude 6,1 atingiu o Panamá na noite desta segunda-feira (12), ocorrendo a uma profundidade de apenas 10 quilômetros abaixo da superfície. O abalo foi sentido em diversas regiões do país e chegou pouco mais de 72 horas depois de um tremor ainda mais forte, de magnitude 7,7, que sacudiu províncias centrais do território panamenho na sexta-feira (9). A sequência de eventos sísmicos mantém a população em estado de alerta permanente, já que desde o primeiro grande abalo foram registrados mais de 200 tremores secundários em todo o território nacional, segundo dados oficiais. A proximidade com a superfície torna os movimentos do solo perceptíveis de forma mais intensa, o que eleva a preocupação de moradores e autoridades.

O terremoto da última sexta-feira deixou cerca de 27 pessoas feridas e causou danos significativos em moradias e estruturas públicas nas províncias do interior do país. Em razão da gravidade dos estragos, o governo declarou estado de emergência nacional durante o fim de semana, medida que permite a liberação imediata de verbas para assistência à população afetada. O Ministério da Economia informou que até US$ 100 milhões poderão ser destinados a ações de socorro e reconstrução sem comprometer a meta fiscal estabelecida para este ano, de déficit de 3,5% do Produto Interno Bruto. O presidente José Raúl Mulino deslocou-se pessoalmente às áreas mais atingidas para acompanhar a distribuição de ajuda e determinou prioridade máxima na recuperação de rodovias e pontes, vias essenciais para que equipes de resgate e suprimentos cheguem às comunidades isoladas.

Os danos à infraestrutura incluem ao menos 14 pontes com comprometimento estrutural nas províncias de Veraguas e Los Santos, regiões que concentraram os efeitos mais severos dos abalos. As autoridades educacionais decretaram a suspensão das aulas em todas as escolas do país como medida de precaução, enquanto equipes de engenharia inspecionam prédios públicos e unidades de ensino em busca de danos que possam representar risco. A administração do Canal do Panamá, um dos corredores de navegação mais importantes do mundo, divulgou comunicado tranquilizador informando que as operações de passagem de embarcações não foram interrompidas nem afetadas pelos tremores, mantendo-se dentro da normalidade. A continuidade do funcionamento da via é fundamental para o comércio marítimo global e para a própria economia panamenha.

A população segue em situação de tensão coletiva, com muitas famílias mantendo-se em áreas externas às residências por receio de novos desabamentos. As equipes de socorro permanecem em deslocamento constante entre as comunidades rurais, onde estradas danificadas dificultam o acesso. A declaração de emergência nacional dá ao governo maior agilidade na compra de materiais e na contratação de serviços para reconstruir o que foi perdido, sem as restrições burocráticas usuais. Até o momento, não há registro de mortes, mas as autoridades reforçam que os levantamentos de danos ainda estão em curso e que novos abalos podem ocorrer nos próximos dias, conforme avaliam especialistas em sismologia. O governo pede à população que confie apenas em informações oficiais e evite disseminar notícias não verificadas sobre possíveis desdobramentos dos eventos.

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