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Navio de propriedade ucraniana é afundado por drones próximo à costa da Bulgária; segundo ataque em uma semana leva governo a convocar embaixador russo

há 4 horas
2 min de leitura

Reprodução
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Dois navios mercantes foram atingidos por drones durante a madrugada desta terça-feira (13) nas águas do Mar Negro, próximas à costa da Bulgária. Um dos cargueiros, o Chelsea 3, de propriedade ucraniana e que navegava sob bandeira de Malta, foi atingido por três aparelhos aéreos não tripulados por volta da 1h30, horário local, quando se encontrava a aproximadamente 33 quilômetros do litoral búlgaro. A embarcação sofreu avarias significativas, mas não afundou; todos os 15 tripulantes — sete cidadãos ucranianos e oito azerbaijanos — foram resgatados com vida. Cinco deles receberam atendimento médico por ferimentos leves, sem registro de quadros graves. O segundo navio alvo do ataque acabou naufragando; ao menos um tripulante dessa embarcação foi resgatado, e buscas prosseguem por outras pessoas que possam estar desaparecidas.

O primeiro-ministro da Bulgária, Rumen Radev, condenou os episódios em pronunciamento televisionado, classificando-os como "absolutamente inaceitáveis" por ocorrerem tão perto das águas territoriais do país. O premiê informou que convocará a embaixadora da Rússia para prestar esclarecimentos e que já conversou com o secretário-geral da Otan, Mark Rutte, sobre o tema. Ainda que não haja evidências claras e definitivas para atribuir a responsabilidade, Radev ponderou que o resultado dos ataques beneficia a Federação Russa. A Bulgária integra a aliança militar do Atlântico Norte, mas não faz fronteira terrestre nem com a Rússia nem com a Ucrânia; sua posição geográfica, no entanto, confere-lhe importância estratégica no Mar Negro, onde ambos os países em conflito mantêm portos de grande relevância.

Este é o segundo incidente registrado em menos de sete dias e o terceiro navio atingido nas proximidades da costa búlgara desde o início das ações com drones na região. O governo búlgaro busca apoio de aliados para realizar investigação detalhada e determinar com precisão a origem dos aparelhos. Cresce a preocupação internacional de que ataques com veículos não tripulados possam se expandir para rotas de navegação comercial, prejudicando o comércio marítimo de grãos, combustíveis e insumos que circulam pelo Mar Negro. A situação torna-se ainda mais delicada porque a Bulgária é integrante da União Europeia e da Otan, o que significa que qualquer escalada direta em seu território ou águas poderia acionar cláusulas de defesa coletiva.

As autoridades búlgaras mantêm investigações em andamento e ainda não divulgaram dados técnicos sobre o modelo, trajetória ou ponto de lançamento dos drones que atingiram as embarcações. A comunidade internacional acompanha com atenção o desenrolar dos fatos, temendo que a guerra entre Rússia e Ucrânia avance para áreas até então consideradas relativamente seguras. O governo da Bulgária reforçou a vigilância aérea e marítima sobre o seu litoral e recomendou cautela a embarcações que pretendam navegar nas proximidades. Enquanto isso, os portos búlgaros recebem os tripulantes resgatados e as equipes de socorro mantêm operações de busca no mar, com o cenário de tensão na região permanecendo elevado e sem perspectiva de resolução imediata.

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