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Café brasileiro fica fora da tarifa de 25% dos Estados Unidos e setor comemora decisão

  • há 20 horas
  • 2 min de leitura

Foto: Gustavo Facanalli/Embrapa
Foto: Gustavo Facanalli/Embrapa

O café brasileiro foi excluído da nova tarifa de 25% anunciada pelo governo dos Estados Unidos para parte dos produtos importados do Brasil. A decisão foi recebida com alívio por produtores, cooperativas e exportadores, já que mantém a competitividade do principal produto agrícola brasileiro no mercado norte-americano.
A isenção abrange o café verde, o café torrado e o café solúvel, preservando as condições de exportação para um dos maiores consumidores da bebida no mundo. Segundo especialistas do setor, a exclusão reflete a importância estratégica do café brasileiro para o abastecimento dos Estados Unidos, que não possuem produção suficiente para atender à demanda interna.
A nova política tarifária norte-americana, que entra em vigor em 22 de julho, prevê a cobrança adicional de 25% sobre diversos produtos brasileiros. No entanto, o café ficou fora da lista de itens atingidos pela medida, evitando impactos diretos sobre a cadeia produtiva e comercial do grão.
Os Estados Unidos figuram entre os principais destinos das exportações brasileiras de café e representam um mercado fundamental para o setor. Com a manutenção da isenção, importadores, torrefadores e consumidores norte-americanos não deverão enfrentar aumento de custos relacionados ao produto, enquanto o café brasileiro preserva sua posição competitiva frente aos concorrentes internacionais.
Para o setor cafeeiro, a decisão reduz o risco de perdas nas exportações e contribui para manter a estabilidade das negociações internacionais. Caso a sobretaxa fosse aplicada, haveria possibilidade de redução dos embarques, perda de espaço no mercado externo e maior pressão sobre os preços pagos aos produtores.
Especialistas avaliam que a medida evidencia a relevância do café brasileiro para a cadeia de abastecimento dos Estados Unidos. Como o país depende significativamente das importações para suprir seu consumo, a manutenção da isenção beneficia tanto os exportadores brasileiros quanto a indústria e os consumidores norte-americanos.
A expectativa do mercado é de que os embarques de café continuem ocorrendo normalmente, enquanto o setor acompanha os próximos desdobramentos das relações comerciais entre Brasil e Estados Unidos e possíveis mudanças na política tarifária adotada pelo governo norte-americano.

Gazeta de Varginha

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