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Cantor e gigante automotiva entram na Lista Suja do trabalho escravo após fiscalizações

  • há 16 horas
  • 2 min de leitura
Cantor e gigante automotiva entram na Lista Suja do trabalho escravo após fiscalizações
Divulgação
MTE inclui Amado Batista e BYD na Lista Suja do trabalho escravo.

O Ministério do Trabalho e Emprego divulgou, nesta segunda-feira (6), a atualização do cadastro de empregadores responsabilizados por trabalho análogo à escravidão, conhecido como Lista Suja. Entre os 169 novos nomes incluídos estão o cantor Amado Batista e a montadora BYD.

Com a atualização, o cadastro passa a reunir 613 empregadores. A lista é formada por pessoas físicas e jurídicas que já tiveram processos administrativos concluídos, com direito à ampla defesa em duas instâncias.

No caso de Amado Batista, o artista foi autuado em duas fiscalizações realizadas em 2024, no estado de Goiás, relacionadas a atividades de cultivo de milho.

Já a BYD foi incluída após a constatação de condições análogas à escravidão durante a construção de sua fábrica em Camaçari, na Bahia. Inicialmente, 163 trabalhadores chineses foram resgatados em uma operação realizada em dezembro de 2024. Posteriormente, com o avanço das investigações, o número chegou a 224 trabalhadores.

Auditores fiscais não acataram a alegação da empresa de que os trabalhadores eram vinculados a uma terceirizada. Segundo a fiscalização, houve vínculo direto com a montadora, que foi responsabilizada pelas irregularidades.

Entre as situações identificadas, estavam jornadas de até 60 a 70 horas semanais — acima do limite legal de 44 horas — e condições degradantes nos alojamentos. Um dos locais possuía apenas um banheiro para 31 trabalhadores, além da ausência de colchões e de espaço adequado para armazenamento de pertences e alimentos.

Até o fechamento da matéria, a empresa não havia se manifestado sobre a nova inclusão na lista. Em posicionamentos anteriores, a BYD afirmou manter compromisso com a legislação brasileira e normas internacionais de proteção ao trabalho.

O que é a Lista Suja do trabalho escravo?
Criada em 2003, a Lista Suja é um cadastro oficial do governo federal que reúne empregadores flagrados explorando trabalhadores em condições análogas à escravidão. O instrumento é reconhecido pela Organização das Nações Unidas como um dos mais importantes mecanismos de combate a esse tipo de violação no mundo.

A inclusão ocorre somente após fiscalização, autuação e conclusão do processo administrativo. Os nomes permanecem na lista por, no mínimo, dois anos, podendo ser retirados antes mediante acordo de regularização com o governo.

Apesar de não gerar punições diretas, o cadastro tem impacto significativo no mercado, sendo utilizado por bancos e empresas para restringir crédito, financiamentos e relações comerciais com os incluídos.
Fonte: Info AgBrasil

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Gazeta de Varginha

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