top of page
1e9c13_a8a182fe303c43e98ca5270110ea0ff0_mv2.gif

Cargill suspende exportações de soja do Brasil para a China após mudanças em inspeção fitossanitária

  • há 2 dias
  • 2 min de leitura

Reprodução
Reprodução

A empresa Cargill suspendeu as exportações de soja do Brasil para a China após mudanças no sistema de inspeção fitossanitária adotado pelo governo brasileiro. A informação foi confirmada pelo presidente da companhia no Brasil e do negócio agrícola na América Latina, Paulo Sousa, em declaração à Reuters.

De acordo com Sousa, o Ministério da Agricultura e Pecuária do Brasil passou a adotar uma fiscalização mais rigorosa sobre a soja destinada ao mercado chinês. A mudança foi implementada após solicitação do próprio governo da China e alterou a forma como as cargas são inspecionadas antes do embarque.

O novo procedimento de verificação está dificultando o cumprimento das normas exigidas pelos comerciantes e a emissão dos certificados fitossanitários necessários para a exportação. Segundo o executivo, as divergências geradas pelo método atual impedem que os certificados sejam emitidos em alguns casos, o que bloqueia o desembarque da soja no destino final.

Sem esses documentos oficiais, os navios carregados com soja não conseguem descarregar nos portos chineses. Como consequência, algumas embarcações que tinham a China como destino tiveram de ser redirecionadas para outros mercados internacionais.

Diante desse cenário, a Cargill também interrompeu a compra de soja no mercado brasileiro, já que a empresa enfrenta dificuldades para enviar o produto ao principal comprador global da oleaginosa. A China é responsável por cerca de 80% das exportações brasileiras de soja, o que torna o país o maior cliente do Brasil nesse setor.

O executivo alertou que, caso não haja uma solução rápida para o problema, a situação pode levar à paralisação dos embarques brasileiros de soja para a China. A suspensão das operações pela empresa ocorreu na última semana, enquanto negociações continuam em andamento entre autoridades e representantes do setor.

Entidades do agronegócio, como a Associação Nacional dos Exportadores de Cereais (Anec) e a Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), estão em diálogo com o Ministério da Agricultura para definir ajustes no sistema de inspeção e evitar impactos maiores no fluxo de exportações durante o período de pico da safra brasileira.

Comentários


Gazeta de Varginha

bottom of page