Casal é preso por desviar mais de R$ 1 milhão e manter vida de luxo em esquema de capitalização
18 de jun.
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Um casal foi preso no último sábado (13) sob a acusação de desviar mais de R$ 1 milhão de uma empresa de capitalização, em um esquema investigado pela Polícia Civil do Distrito Federal. Os suspeitos, identificados como Lucas Vitor Paiva Chereze e Jaqueline Isabel de Almeida Chereze, naturais de Varginha, foram detidos no momento em que se preparavam para deixar o país com destino aos Estados Unidos.
De acordo com as investigações, o homem, que ocupava anteriormente o cargo de diretor financeiro de uma empresa do setor de capitalização, teria se aproveitado do acesso privilegiado às contas institucionais para realizar transferências e movimentações financeiras indevidas ao longo de aproximadamente um ano. Segundo a apuração, os valores teriam sido desviados de forma contínua, por meio de operações sucessivas que envolviam a abertura de contas em nome próprio e a realização de saques e transferências sem autorização da empresa, o que teria permitido a consolidação do esquema ao longo do período investigado.
As investigações apontam ainda que o montante obtido de forma irregular teria sido utilizado para financiar um estilo de vida de alto padrão, com registros de viagens internacionais, hospedagens em locais de luxo, visitas a cassinos e manutenção de uma residência de alto padrão no Distrito Federal. Além disso, o casal também estaria envolvido na estruturação de uma plataforma própria de sorteios, que operava paralelamente às atividades investigadas e que, segundo a apuração, fazia parte da dinâmica de movimentação financeira atribuída ao grupo.
Paralelamente ao esquema financeiro, a Polícia Civil informou que o ex-diretor também teria atuado para intimidar testemunhas e ex-funcionários, com o objetivo de dificultar o avanço das investigações e interferir na colheita de depoimentos. Essas ações, de acordo com os investigadores, teriam contribuído para aumentar o grau de complexidade do caso e reforçado a necessidade de uma atuação mais rápida das equipes responsáveis pela apuração.
A operação que resultou nas prisões foi antecipada após a identificação de que o casal já havia adquirido passagens aéreas para uma viagem internacional, prevista para ocorrer nos dias seguintes. Durante o cumprimento dos mandados, foram apreendidos armas de fogo, cofres, passaportes, veículos de luxo e outros bens vinculados ao esquema investigado, todos recolhidos para análise e incorporação ao conjunto de provas que passa a sustentar o inquérito.
Os dois investigados foram indiciados e permanecem à disposição da Justiça, respondendo por crimes como apropriação indébita qualificada, associação criminosa, coação no curso do processo e lavagem de dinheiro. Caso sejam condenados, as penas podem chegar a até 20 anos de reclusão após o devido processo legal, conforme previsto na legislação penal.
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