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Casas Bahia avalia alternativas para reforçar caixa após pedido de recuperação judicial

  • há 52 minutos
  • 2 min de leitura
Casas Bahia avalia alternativas para reforçar caixa após pedido de recuperação judicial
Divulgação/O Grupo Casas Bahia informou que avalia alternativas para reforçar o caixa durante seu processo de recuperação judicial, mas negou que tenha contratado ou aprovado qualquer financiamento, incluindo uma possível operação DIP de até R$ 1 bilhão. A empresa também destacou a redução de estoques e medidas de corte de custos.
O Grupo Casas Bahia (BHIA3) informou que mantém negociações com diferentes agentes do mercado para buscar alternativas para sua situação financeira, mas afirmou que ainda não definiu nenhuma operação de obtenção de recursos.

A manifestação foi feita após questionamento da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) sobre a possibilidade de uma operação de financiamento na modalidade DIP (Debtor-in-Possession), que poderia chegar a R$ 1 bilhão.

Em resposta à autarquia, a companhia afirmou que avalia diferentes alternativas, incluindo financiamentos, mas que ainda não existem definições sobre o valor, prazo ou eventual instituição que participaria de uma operação desse tipo. Por esse motivo, a empresa informou que não há novas informações a divulgar neste momento.

Companhia busca alternativas para reforçar o caixa
O Grupo Casas Bahia ajuizou, em 16 de agosto de 2026, um pedido de recuperação judicial. Desde então, a companhia vem avaliando medidas para reorganizar suas obrigações financeiras, renegociar prazos de pagamento e ampliar a disponibilidade de recursos.

Entre as alternativas analisadas estão mecanismos de transação tributária e a possibilidade de liberação de valores atualmente depositados em juízo. Na petição apresentada no processo de recuperação judicial, a empresa também mencionou o pedido de levantamento de depósitos relacionados a processos trabalhistas.

As medidas, porém, ainda estão em fase de avaliação e não possuem prazo definido para implementação.

Fluxo de caixa e redução de estoques
A companhia também destacou medidas adotadas recentemente para melhorar sua posição financeira.

No primeiro trimestre, o Grupo Casas Bahia informou ter conseguido alongar prazos de pagamento a fornecedores. Já no segundo trimestre, registrou R$ 800 milhões em fluxo de caixa livre e uma redução de R$ 1,15 bilhão nos estoques, conforme dados do fluxo de caixa gerencial divulgado pela empresa.

A varejista também anunciou o fechamento de lojas consideradas menos rentáveis, a redução de investimentos (Capex) e cortes em custos estruturais, incluindo o redimensionamento do quadro de funcionários e das despesas.

Segundo a companhia, como parte dessas medidas foi implementada recentemente, ainda não é possível calcular com precisão o impacto total esperado sobre os custos e as economias futuras.

Empresa nega financiamento já aprovado
O Grupo Casas Bahia reforçou que não contratou nem aprovou qualquer operação de obtenção de recursos, seja por meio de financiamento DIP ou de outra estrutura.

A companhia também afirmou que não há, até o momento, renegociação de prazos ou captação de recursos já definida ou aprovada. Da mesma forma, ainda não existe uma estimativa oficial consolidada sobre as possíveis economias decorrentes da redução de despesas e investimentos.

A manifestação ocorre em meio ao processo de recuperação judicial da varejista, enquanto a empresa busca alternativas para reforçar sua liquidez, reorganizar as dívidas e manter as operações durante o processo.
Fonte: BPMoney

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Gazeta de Varginha

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