Casas Bahia pede recuperação judicial e confirma fechamento de 298 lojas
há 4 dias
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Foto ilustrativa: Freepik
O Grupo Casas Bahia entrou com pedido de recuperação judicial após confirmar o fechamento de 298 lojas e registrar um prejuízo de aproximadamente R$ 10 bilhões no segundo trimestre de 2026. A solicitação foi protocolada no domingo (16), depois de o conselho de administração e o acionista controlador aprovarem a medida.
O pedido foi apresentado à 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais de São Paulo e envolve, além da Casas Bahia, outras empresas ligadas ao grupo. Entre elas estão ASAP Log, CNT Soluções em Negócios Digitais e Logística, Cntlog Express, Globex Administração e Serviços, Cnova Comércio Eletrônico, Integra Soluções para Varejo Digital, Casas Bahia Tecnologia e Indústria de Móveis Bartira.
A companhia afirmou que a decisão ocorreu diante da piora de suas condições financeiras. Entre os fatores apontados estão o ambiente macroeconômico considerado desafiador, as taxas de juros elevadas, a restrição ao crédito, o aumento do custo financeiro e a pressão sobre o consumo e o capital de giro.
A crise foi acompanhada por um forte resultado negativo no segundo trimestre. A Casas Bahia registrou prejuízo líquido de R$ 10,1 bilhões entre abril e junho, valor cerca de 18 vezes superior aos R$ 555 milhões registrados no mesmo período do ano anterior. Desconsiderando determinados efeitos, o prejuízo ajustado ficou em R$ 978 milhões.
O resultado foi influenciado por efeitos contábeis não recorrentes, incluindo uma baixa de R$ 5,7 bilhões relacionada a imposto diferido. A empresa também vinha adotando medidas para redimensionar suas operações, entre elas o encerramento de 298 unidades. A companhia já havia indicado que avaliava alternativas de reestruturação financeira diante do agravamento da situação.
O fechamento das lojas representa uma redução significativa da operação física da varejista. A empresa também anunciou cortes no quadro de funcionários como parte do processo de redução de despesas e reorganização de suas atividades. Segundo informações divulgadas sobre o pedido, o grupo pretende concentrar esforços nos canais considerados mais rentáveis e buscar uma estrutura operacional mais sustentável.
A recuperação judicial ocorre cerca de dois anos depois de a Casas Bahia passar por uma recuperação extrajudicial para renegociar dívidas. Agora, o novo processo busca permitir a reorganização das obrigações do grupo e preservar a continuidade das operações enquanto a empresa negocia com seus credores. A dívida total declarada no pedido é de R$ 17,3 bilhões.
A companhia informou ainda que solicitou a convocação de uma Assembleia Geral Extraordinária para ratificar a decisão de ajuizar o pedido, tomada em caráter de urgência. O grupo afirma que a medida é necessária diante da deterioração financeira e pretende utilizar o processo para reorganizar sua estrutura e enfrentar as dificuldades que atingem a operação.
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